Um projeto do Programa Estratégico de Estruturas Artificiais Marinhas (Preamar) pode combater a erosão costeira no litoral da Paraíba utilizando tecnologia oceanográfica.
O fenômeno geológico acomete praias do estado com o aumento do nível do mar e ondas correntes, o que diminui a largura das praias com a perda de areia e coloca em risco infraestruturas.
Após estudos técnicos e científicos, um grupo de pesquisadores desenvolveu os Recifes Artificiais de Recrutamento Larval (RAs). Os equipamentos são estruturas que ficam submersas na água e utilizam a energia do próprio ecossistema marinho no intuito de monitorar a erosão.
4 imagens

Fechar modal.

Mergulhadores instalando

Mergulhadores no mar para instalar os RAs

Pesquisadores utilizando drone para mapear área afetada pela erosão

Pesquisadores projetando os RAs
Após instalados, os RAs serão responsáveis por fazer avaliações oceanográficas para identificar possíveis variações sazonais. O equipamento analisará a movimentação do mar nas regiões mais profundas, empregando ondas sonoras para medir as colunas d’água com base na direção e intensidade das correntes marítmas.
Leia também
-
Brasil
Pesquisadores monitoraram avanço do mar e erosão da costa na Paraíba
-
São Paulo
Avanço do mar: veja quais praias são ameaçadas pela erosão costeira
-
São Paulo
De ressacas a erosão costeira: alarme prevê ameaças no litoral de SP
-
Distrito Federal
Operação freia avanço de condomínio ilegal às margens de córrego do DF
O aparelho utilizado é um ADCP (Acoustic Doppler Current Profiler), tecnologia fundamental para entender a dinâmica da erosão e planejar a instalação dos RAs. As estruturas submersas são compostas por concreto especial e ficam em conjuntos de 1 mil unidades em cada ponto predeterminado.
“Serão realizadas inspeções subaquáticas trimestrais da estruturas artificiais para verificar sua integridade, conservação e localização, bem como dos processos de sedimentares”, diz o material do projeto Preamar.
O monitoramento marítmo será realizado por no mínimo um ano para análise minuciosa de como minimizar os danos da erosão.
Monitoramento e áreas de instalação
Agora, com a implementação dos RAs, os locais de instalação e os ambientes naturais passarão por modificações dos padrões de uso, sobretudo pelas atividades turísticas e pesqueiras. O projeto cumpre finalidades específicas, como a restauração da biodiversidade marinha e o apoio à pesca.
Nessa primeira fase, 14 grupamentos de RAs e uma área de mergulho temático serão instalados em trechos dos municípios de Lucena, Cabedelo, João Pessoa e Conde, em profundidades entre 10 metros e 50 metros. Cada local foi definido com base em critérios biotógicos, físicos e de uso com o auxílio do georreferenciamento de drones.
O Preamar está sendo desenvolvido por meio de um acordo de parceria entre o Governo do Estado da Paraíba, por meio da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e de outros órgãos ambientais apoiadores.
Fonte: https://www.metropoles.com/brasil/paraiba-usa-tecnologia-oceanografica-para-combater-erosao-no-litoral

