Gilmar Mendes lamenta a não-reeleição de Esperidião Amin em SC

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), lamentou neste sábado (10) a derrota do senador Esperidião Amin (PP-SC), que não conseguiu renovar o mandato nas eleições de 2026. Em publicação nas redes sociais, o magistrado fez um longo elogio à trajetória do político catarinense e afirmou que Santa Catarina e o Congresso perderão sua experiência a partir do próximo ano.

Gilmar iniciou a manifestação recordando uma frase atribuída ao ex-senador Jarbas Passarinho após a derrota de Djalma Marinho na eleição de 1974, segundo a qual “os movimentos populares têm sua lógica e sua irracionalidade”.

“Essa reflexão ecoa agora, com a não reeleição de Esperidião Amin para o Senado Federal”, escreveu o ministro.

Gilmar destacou os quase seis decênios de atuação política de Amin e enumerou cargos ocupados pelo catarinense ao longo da carreira.

“Poucos nomes marcaram tanto a política catarinense. Foram quase seis décadas de vida pública”, afirmou.

Amin foi prefeito de Florianópolis em duas oportunidades, governador de Santa Catarina duas vezes, deputado federal e senador. Também disputou a Presidência da República em 1994. Sua trajetória parlamentar inclui mandatos na Câmara entre 1979 e 1983 e entre 2011 e 2019, além das passagens pelo Senado entre 1991 e 1998 e de 2019 até o fim do atual mandato, em 2027.

https://x.com/gilmarmendes/status/2108942540971860449

Amin fica em terceiro e PL leva as duas vagas

A manifestação de Gilmar ocorre seis dias depois de uma eleição que redesenhou a bancada catarinense no Senado.

Com 100% das urnas apuradas, Carol de Toni (PL) foi a candidata mais votada, com 2.694.918 votos, ou 33,46% dos válidos. Carlos Bolsonaro (PL) conquistou a segunda cadeira, com 2.041.840 votos, equivalentes a 25,35%.

Esperidião Amin terminou em terceiro lugar, com 1.233.034 votos e 15,31%, ficando fora das duas vagas em disputa. Na sequência vieram Décio Lima (PT), com 10,22%, e Afrânio Boppré (PSOL), com 8,16%.

O resultado confirmou a força do PL no estado e deu ao partido as duas cadeiras renovadas nesta eleição. A partir de 2027, Carol de Toni e Carlos Bolsonaro se juntarão a Jorge Seif (PL), cujo mandato vai até 2031. Com isso, os três representantes de Santa Catarina no Senado serão do partido.

A disputa também evidenciou uma reorganização da direita catarinense. A candidatura de Carlos Bolsonaro por Santa Catarina provocou atritos no campo conservador e afetou a composição originalmente cogitada entre PL e PP no estado.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/gilmar-mendes-lamenta-esperidiao-amin/