O advogado Willer Tomaz, amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), viajou para Miami, nos Estados Unidos, enquanto a Polícia Federal o investiga por suspeita de lavagem de dinheiro em apuração que também envolve o senador. A PF monitora a localização do jurista.
Interlocutores de Tomaz acreditam que ele só deve retornar ao Brasil após o segundo turno da eleição presidencial e apenas se Flávio Bolsonaro vencer a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No domingo (18), a Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado e Flávio Bolsonaro. O STF autorizou a abertura de inquérito.
Tomaz se tornou alvo de críticas da campanha petista na reta final do segundo turno. Aliados de Lula associam o advogado a negócios no setor de apostas e afirmam que uma eventual vitória de Flávio aumentaria a possibilidade de retorno das bets à legalidade.

Busca da PF apura suspeita de vazamento no STJ
Na segunda-feira (19), a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na residência de Humberto Pradera, ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça. Os investigadores suspeitam que ele tenha vazado a Tomaz minutas de decisões da Corte.
Pradera responde à suspeita de quebra de sigilo funcional. A apuração sobre o possível vazamento integra as frentes investigativas que alcançam o advogado.
Em nota, Tomaz negou as acusações. “As insinuações são falsas, configuram desinformação e revelam desconhecimento elementar, ou deliberada distorção, do funcionamento dos tribunais”, afirmou.
Em agosto, a Polícia Federal incluiu o advogado em uma fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos fraudulentos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Tomaz também enfrenta uma controvérsia com o jogador Richarlison sobre os direitos de ocupação de um imóvel de luxo em Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). O atleta divulgou documentos e questionou a rapidez da transferência dos direitos para uma empresa ligada ao advogado.
Richarlison afirma que adquiriu os direitos sobre o imóvel, mas a área passou a constar em nome da WT Administração de Imóveis, empresa associada a Tomaz, após uma disputa judicial e procedimentos de regularização junto à Secretaria do Patrimônio da União.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/willer-tomaz-eua-investigacao-pf-flavio-bolsonaro/

