Réu por manipulação, Bruno Henrique tem média de 10,1 cartões por ano

Réu por manipulação de resultados, o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, recebe em média 10,1 cartões por ano. O levantamento realizado pelo Metrópoles, com base nos dados do Transfermarkt, mostra que o jogador, desde sua estreia no Goiás, em 2015, até a última temporada completa pelo Flamengo, em 2024, acumulou 94 cartões amarelos e 7 vermelhos, totalizando 101 advertências no período.

Manipulação

  • Na última sexta-feira (25/7), a 7ª Vara Criminal de Brasília aceitou a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e tornou réu o atacante Bruno Henrique e seu irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, por manipulação de resultado.
  • O atacante do Flamengo é acusado de ter recebido um cartão amarelo para favorecer os apostadores, em uma partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 2023.
  • Agora, Bruno Henrique e o irmão passam a responder criminalmente por manipulação de resultado esportivo. A pena varia entre dois e seis anos de prisão, além de multa.

O levantamento realizado pelo Metrópoles abrange as últimas dez temporadas completas do jogador. A reportagem não considerou os cartões recebidos pelo atleta do Flamengo na temporada 2025, que ainda está acontecendo.

Confira:

2019 foi a temporada com mais cartões na carreira de Bruno Henrique. O atacante acumulou 17 advertências, 16 amarelos e 1 vermelho. Apesar do elevado número de punições, este também foi seu ano de maior atividade, 60 jogos e melhor desempenho, com 35 gols e 16 assistências, além das conquistas da Libertadores e do Brasileirão pelo Flamengo.

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Bruno Henrique

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Bruno Henrique é investigado por fraude em competição esportiva

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Jogador Bruno Henrique

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Bruno Henrique em lance de jogo

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Jogador Bruno Henrique durante jogo

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Bruno Henrique é atleta do Flamengo

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Jogador Bruno Henrique

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Bruno Henrique leva cartão amarelo

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Em contrapartida, a passagem mais disciplinada de Bruno Henrique ocorreu no futebol alemão. Durante seu período no Wolfsburg, onde atuou de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, o atacante recebeu apenas um cartão amarelo em 17 partidas disputadas.

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Processo

Com a decisão da Justiça de aceitar a denúncia, Bruno Henrique Pinto e Wander Nunes Pinto Junior terão que apresentar defesa prévia no processo, momento em que os acusados terão a oportunidade de se manifestar sobre os fatos narrados na denúncia.

Após essa manifestação, terá início a fase de instrução processual, na qual serão colhidos depoimentos de testemunhas e dos acusados, além da apresentação de provas.

Posteriormente, a Justiça realizará um novo julgamento para decidir se os irmãos são culpados ou inocentes. Caso sejam absolvidos, o processo será arquivado. Se condenados, as penas podem variar entre dois e seis anos de prisão, além de multa. O caso foi revelado em primeira mão pelo Metrópoles.

De acordo com promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Bruno Henrique foi incentivado pelo irmão, Wander Pinto, a forçar o cartão amarelo na partida entre Flamengo e Santos.

Os promotores salientam que o atacante agiu com consciência e foi instigado pelo próprio irmão a cometer uma falta e receber um cartão amarelo no confronto.

Ainda no documento emitido pelo MP, os promotores relatam que, após ser avisado por Bruno Henrique de que receberia o amarelo, Wander Nunes comunicou a informação a familiares — segundo a Polícia Federal (PF), o último contato do atacante foi uma ligação com o irmão às vésperas da partida. Um dos amigos de Wander disseminou a notícia para um núcleo de apostadores, que, então, fizeram apostas específicas no cartão amarelo do jogador — o que, de fato, ocorreu.

“Assim, todos os acusados, cientes de que se tratava de um acontecimento já ajustado e encaminhado, efetivaram apostas ‘prevendo’ o mencionado cenário. No dia aprazado, então, 01/11/2023, durante a partida entre Flamengo e Santos, Bruno Henrique realmente cumpriu com a palavra dada a Wander e forçou um cartão amarelo já nos minutos finais da partida, sendo punido, logo depois, com o cartão vermelho, por ter xingado o árbitro”, explicaram os promotores na denúncia.

Um ponto que chama a atenção dos investigadores é o fato de que as contas que realizaram as apostas no atacante eram recém-criadas. Conforme revelado pelo Metrópoles e citado na denúncia do MP, mais de 95% das apostas feitas foram direcionadas especificamente ao recebimento de cartão amarelo por Bruno Henrique.

Fonte: https://www.metropoles.com/brasil/reu-bruno-henrique-101-cartoes-por-ano