Cidades do Seridó potiguar já sofrem ameaça de colapso hídrico, denuncia deputado

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O deputado estadual Ubaldo Fernandes (PSDB) alertou em plenário que municípios do Seridó potiguar e de outras regiões do Rio Grande do Norte estão à beira do colapso no abastecimento de água. Segundo ele, 79 cidades já tiveram a situação de emergência reconhecida pela União e outras dez correm risco de entrar em colapso até janeiro de 2026, atingindo mais de 100 mil pessoas.

“Municípios como Ouro Branco, Jardim do Seridó, Carnaúba dos Dantas e Parelhas já enfrentam ameaça iminente de ficar sem água”, disse.

Dados do Instituto de Gestão das Águas (Igarn) mostram que os reservatórios do Estado estão hoje com menos da metade da capacidade, o que acende um sinal de alerta para a população e para os gestores. Ubaldo afirmou que prefeitos dessas cidades já levaram pessoalmente a preocupação à Assembleia e defendem a decretação de emergência pelo governo estadual como forma de acelerar o acesso a recursos federais.

“O eventual decreto permitirá que políticas públicas sejam agilizadas, evitando que milhares de potiguares fiquem sem abastecimento regular”, afirmou.

O parlamentar explicou que, mesmo com a chegada das águas da transposição do São Francisco ao Rio Grande do Norte, a solução não será imediata, já que as obras de infraestrutura, como adutoras e projetos executivos, demandam de três a cinco anos para serem concluídas. Enquanto isso, defendeu medidas emergenciais como perfuração e instalação de poços, ampliação do abastecimento por carros-pipa e liberação de recursos extras.

“As cidades não podem esperar. Recebi relatos de moradores de Ouro Branco que estão há mais de 17 dias sem água em casa. Situação semelhante ocorre em Parelhas, Jardim do Seridó e, possivelmente, Currais Novos”, relatou.

Ubaldo disse que tem dialogado com a Companhia de Águas e Esgotos (Caern) e a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) para buscar alternativas, além de destinar emendas parlamentares para ampliar o número de poços.

Segundo ele, é preciso unir forças entre governo estadual, prefeituras, federações de trabalhadores e produtores rurais para evitar um colapso generalizado.

“As pessoas mais pobres não têm condições de comprar carro-pipa para abastecer suas casas. É dever do poder público garantir o mínimo para que a população sobreviva a este período de seca”, declarou.

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Fonte: https://agorarn.com.br/ultimas/cidades-do-serido-potiguar-ja-sofrem-ameaca-de-colapso-hidrico-denuncia-deputado/