Por Nathalí
O que está acontecendo na casa da familícia?
Flávio Bolsonaro, em um post nas redes sociais, reclamou do monitoramento da parte externa da casa do pai, atualmente em prisão domiciliar.
Classificou a medida como “mais uma decisão ilegal, paranoica e que invade a privacidade das mulheres da casa de Bolsonaro. Uma humilhação com Michelle, com Laurinha, menor de idade, e com um ex-presidente da República honesto e inocente”.
O choro é livre, meu anjo. Essa gente está tão acostumada a não sentir o peso da lei que agora quer até prisão domiciliar sem monitoramento.
Não há nada de extraordinário em Jair Bolsonaro ter a parte externa da casa vigiada: é apenas o básico da rotina de qualquer preso em regime domiciliar. Quem nunca, ao cumprir pena em casa, acordou com câmeras e viaturas na porta, como se fosse visita de cortesia? É quase um serviço VIP, garantindo que o condenado não confunda “prisão domiciliar” com “liberdade com café na esquina”.
Eles não aceitam o rigor da lei que Alexandre de Moraes aplica. Ainda não entenderam que foram derrotados e perderam tudo — até a dignidade. O pai, antes presidente e agora presidiário, usa tornozeleira eletrônica, e o filho reclama que isso tira a privacidade de Micheque e de sua filha?
Michelle, aliás, parece mais incomodada com a perda da privacidade do que com a prisão do próprio marido. Desde que ele foi parar atrás das grades, a ex-primeira-dama sumiu — ironia para quem, quando o marido estava por cima, não perdia a chance de aparecer e até virou presidente do PL Mulher. Agora, em vez de apoiar o traste, prefere reclamar que a prisão domiciliar atrapalha seu sossego.
Ou isso, ou cadeia comum, amada.
Será esse, no fundo, o desejo de Michelle? Se ver livre do marido e das consequências da sua queda?


Flávio ainda escreveu que “Alexandre de Moraes inventou uma nova modalidade de regime: o fechado com acompanhantes”. Mas não, meu querido: quando se comete um crime, pode-se perder até a liberdade. Imagine a privacidade.
Afinal, o que faria a familícia se a Justiça lhes desse privacidade? Da última vez que isso aconteceu, eles tentaram um golpe de Estado.
Flávio não fala por Michelle, mas em nome dela. Só que a ex-primeira-dama, agora, silencia — e quando abre a boca, é para reclamar do monitoramento. Enquanto isso, Xandão observa, impassível, pronto para lembrá-los: ou isso, ou cadeia de verdade.
E o pior é que não dá nem pra saber o que Michelle preferiria.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/privacidade-ou-presidio-michelle-bolsonaro-nao-atura-as-consequencias-dos-crimes-do-marido/

