Guarani Kaiowá é morto com tiro na testa em área de conflito no MS

A Repórter Brasil enviou um pedido de posicionamento à Secretaria de Segurança Pública do governo de Eduardo Riedel (PP), mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. Caso haja retorno, o texto será atualizado.

Demarcação de território está parada desde 2013

Recém ocupada pelos indígenas, a Fazenda Cachoeira está arrendada por duas empresas de exportação de carne: a Agropecuária Santa Cruz e a Agropecuária Guaxuma. A reportagem entrou em contato neste domingo com as duas companhias, mas não obteve retorno até o fechamento. O texto será atualizado se um posicionamento for recebido.

Em matéria publicada no site o Joio e o Trigo em 12 de novembro, um advogado da Agropecuária Guaxuma afirmou que a empresa desconhece o conflito na região e que “não possui qualquer tipo de segurança na propriedade arrendada”.

A Cachoeira é uma das 44 propriedades sobrepostas à TI Iguatemipeguá I. A área de 41.714 hectares abarca os tekohas (“lugar onde se é”, em guarani) Pyelito Kue e Mbaraka’y e foi delimitada pela Funai em 2013. Desde então, no entanto, o processo demarcatório está parado.

Vivendo atualmente em uma aldeia de 97 hectares traçada a partir de um acordo judicial de 2014, as cerca de 120 famílias de Pyelito Kue alegam estar espremidas, sem condições de plantar e passando fome.

Diante da estagnação do processo demarcatório, a comunidade decidiu atravessar a estrada de terra e ocupar outro pedaço considerado por eles como território tradicional. Os indígenas passaram 22 dias escondidos em um pequeno trecho de mata na Fazenda Cachoeira e, desde o dia 3 de novembro, montaram acampamento em campo aberto, no meio da pastagem de gado.

Demarcação de território está parada desde 2013

Recém ocupada pelos indígenas, a Fazenda Cachoeira está arrendada por duas empresas de exportação de carne: a Agropecuária Santa Cruz e a Agropecuária Guaxuma. A reportagem entrou em contato neste domingo com as duas companhias, mas não obteve retorno até o fechamento. O texto será atualizado se um posicionamento for recebido.

Em matéria publicada no site o Joio e o Trigo em 12 de novembro, um advogado da Agropecuária Guaxuma afirmou que a empresa desconhece o conflito na região e que “não possui qualquer tipo de segurança na propriedade arrendada”.

A Cachoeira é uma das 44 propriedades sobrepostas à TI Iguatemipeguá I. A área de 41.714 hectares abarca os tekohas (“lugar onde se é”, em guarani) Pyelito Kue e Mbaraka’y e foi delimitada pela Funai em 2013. Desde então, no entanto, o processo demarcatório está parado.

Vivendo atualmente em uma aldeia de 97 hectares traçada a partir de um acordo judicial de 2014, as cerca de 120 famílias de Pyelito Kue alegam estar espremidas, sem condições de plantar e passando fome.

Diante da estagnação do processo demarcatório, a comunidade decidiu atravessar a estrada de terra e ocupar outro pedaço considerado por eles como território tradicional. Os indígenas passaram 22 dias escondidos em um pequeno trecho de mata na Fazenda Cachoeira e, desde o dia 3 de novembro, montaram acampamento em campo aberto, no meio da pastagem de gado.

Procurado pela Repórter Brasil, Machado informou que está acompanhando a situação de Pyelito Kue. “Acredito que nossa contribuição seja incluir também essa matança no relatório, como forma de destacar a gravidade e a necessidade de uma intervenção mais coordenada do governo federal afim de evitar esse verdadeiro genocídio”, destaca.

“A luta dos povos indígenas nunca foi fácil. A gente clama e grita pelos nossos direitos, mas sempre tem derramamento de sangue. Já tivemos nossa terra identificada e delimitada, mas os jagunços e fazendeiros que estão dentro do nosso território tem dinheiro para comprar armas e nós só temos nosso mbaraká [instrumento musical sagrado]”, diz Xe Ryvy Rendy’i. “Peço a todas as autoridades que venham demarcar nossa terra. Olha como estamos. Queremos nosso território”, finaliza.

 

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/sakamoto-guarani-kaiowa-e-morto-com-tiro-na-testa-em-area-de-conflito-no-ms/