A suposta paranoia que tomou conta de Jair Bolsonaro (PL) nos últimos dias, antes de sua prisão preventiva, é apontada por aliados como o gatilho para a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Segundo Mônica Bérgamo, da Folha, pessoas próximas afirmam que o ex-presidente estava convencido de que o equipamento continha um grampo e permitia que terceiros ouvissem suas conversas, suspeita que ele expressou a visitantes e que se agravou com o medo da prisão iminente.
A desconfiança, vista por interlocutores como infundada, é atribuída a um quadro de confusão mental, ansiedade e estresse.
Bolsonaro, que passou décadas cercado por assessores responsáveis por cada detalhe de sua rotina, teria sentido o impacto de viver isolado em casa, precisando lidar sozinho com tarefas simples e até com os próprios medicamentos. Esse cenário, dizem aliados, alimentou a sensação de vigilância constante e contribuiu para o estado emocional que culminou na violação do equipamento.
O episódio ocorreu às 0h07 de sábado (22), quando o alarme da tornozeleira disparou e acionou o Centro Integrado de Monitoração Eletrônica. Uma servidora da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal foi enviada para verificar o incidente.
Inicialmente, a equipe de escolta informou que Bolsonaro teria batido o aparelho na escada. No entanto, ao examinar o dispositivo, a servidora identificou queimaduras no case e concluiu que “a tornozeleira não apresentava sinais de choque em escada”.
Video de BOLSONARO dizendo que danificou a tornozeleira com ferro de solda… #BolsonaroFree #BOLSONAROSnaCADEIA #Bolsonaro pic.twitter.com/fXHRMk50qA
— WagLegal (@wagfidelis10) November 22, 2025
No vídeo registrado durante a inspeção, ela pergunta ao ex-presidente quando ele teria começado a mexer no equipamento. Bolsonaro responde que foi “no final da tarde”. Ao ser questionado se havia usado algum instrumento, admite: “Meti ferro quente, meti ferro quente aí… curiosidade”.
A servidora pergunta: “Que ferro foi? Ferro de passar?”, e ele esclarece: “Ferro de soldar, solda”. O ferro de solda, ferramenta que atinge altas temperaturas e derrete metais, explica as avarias detectadas no dispositivo.
Após constatar os danos, a equipe substituiu a tornozeleira ainda durante a madrugada. A tentativa de violação foi incluída no relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal e se tornou um dos principais elementos considerados pelo ministro Alexandre de Moraes ao decretar a prisão preventiva.
Para o magistrado, o ato indicou “a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga”.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/paranoia-aliados-agora-dizem-que-bolsonaro-acreditava-que-tornozeleira-tinha-escuta/

