Agronegócio do RN tem panorama de expansão e diversificação, aponta Faern

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Dados da Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern) apontam que o agronegócio potiguar vive um período de crescimento e consolidação, com destaque para a fruticultura irrigada, a produção de grãos, pecuária e respectivas exportações — impulsionados tanto por produtividade quanto por avanços em estrutura e mercado externo. O Estado segue como referência nacional na fruticultura irrigada, com 16,8% da produção nacional dos chamados “4Ms” — melão, melancia, manga e mamão.

As exportações de frutas potiguares têm um papel central: há expectativa de que as vendas externas ultrapassem US$ 200 milhões no ciclo 2024/25, com os “4Ms” liderando a pauta.

Em 2025, produtores potiguares ganharam espaço em mercados internacionais: na Fruit Attraction 2025, em Madri, empresários do RN buscaram ampliar exportações para a Europa, reforçando a inserção do Estado no comércio global de frutas. A estrutura de exportações também avançou: foi anunciado um investimento de R$ 130 milhões no Porto de Natal, visando melhorar logística e escoamento da produção, o que deve beneficiar ainda mais o setor frutícola local.

Para 2025/26, o Estado apresenta a maior projeção de crescimento de safra de grãos do Brasil: um crescimento estimado em 61% em relação ao ciclo anterior. A produção potiguar pode saltar de cerca de 30,8 mil toneladas para 49,6 mil toneladas. Esse avanço se dá mesmo com leve redução da área cultivada — reflexo de ganho de produtividade por hectare. Culturas como feijão, milho e algodão devem registrar saltos expressivos: feijão com +64,9%, milho com +61,7%, algodão pluma com +87,5%. O arroz também deve crescer cerca de 18%. Ao mesmo tempo, a agricultura potiguar mostra sinais de diversificação: em 2024 o Estado registrou produção de culturas até então secundárias — como café e uva — e, pela primeira vez, produção de soja e açaí.

O setor agropecuário do RN não se resume a frutas e grãos: a pecuária de corte e leiteira, a produção de mel e pescados, bem como a produção de sal marinho, continuam com peso relevante na economia estadual. Entre 2019 e 2024, o número de empresas ativas no agronegócio potiguar cresceu 76,35%, passando de 3.074 para 5.421 — um indicativo de fortalecimento do empreendedorismo no campo, com destaque para micro e pequenas empresas. Isso, por sua vez, reflete a ampliação de oportunidades de emprego e renda no meio rural, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social em diversas regiões do Estado. No entanto, no caso do sal, pescados e produtos de confeitaria, os governos brasileiros e norte-americanos negociam redução das taxas em escala elevada impostas por Donald Trump. Empresários estão otimistas quanto à redução do tarifaço, como já ocorreu com carnes e frutas.

Na última segunda-feira 1º, foi realizado no RN o 8º Seminário Cenário Econômico e Político para o Setor Rural 2026 — considerado um dos eventos mais importantes do agronegócio potiguar. A programação, destinada a convidados, reuniu produtores rurais, lideranças sindicais, autoridades públicas e representantes de instituições parceiras.

Durante a cerimônia, foram entregues as homenagens da Medalha do Mérito Rural Senador Moacyr Duarte, reconhecendo o trabalho daqueles que atuam há anos pela produção e pela assistência técnica rural.

Em seu discurso, o presidente do Sistema Faern/Senar, José Vieira, enfatizou a importância dos profissionais homenageados pela atuação cotidiana no campo. “Nossos mais de 260 técnicos de campo trabalham diariamente para levar conhecimento aos produtores, e os agraciados desta noite estão de parabéns pelo reconhecimento que a Federação lhes concede”, declarou.

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Fonte: https://agorarn.com.br/rn/agronegocio-do-rn-tem-panorama-de-expansao/