Carnatal mais que dobra impacto econômico e consolida perfil nacional

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O Carnatal 2025 confirmou uma trajetória contínua de expansão econômica, aumento do público e maior nacionalização de sua marca. Pesquisa do Instituto Fecomércio RN (IFC) mostra que a micareta movimentou R$ 155 milhões neste ano, mais que o dobro do registrado em 2022, quando o impacto econômico foi de R$ 60,8 milhões. Os dados foram apresentados na quinta-feira 18, no Hotel-Escola Senac Barreira Roxa, à diretoria da Clap Entretenimento, organizadora do evento, e à imprensa.

O levantamento revela um crescimento praticamente ininterrupto: em 2023, o evento movimentou R$ 74,2 milhões (alta de 21,9%); em 2024, saltou para R$ 112,6 milhões (crescimento de 51,8%); e, agora, em 2025, avançou mais 37,6%, alcançando o maior patamar da série histórica.

O avanço econômico acompanha a expansão do público. Em 2022, o Carnatal reuniu 63,4 mil foliões; em 2023, foram 73,9 mil; em 2024, 108 mil; e, neste ano, o número chegou a 130 mil participantes.

O gasto médio diário individual também cresceu, especialmente entre os residentes do Rio Grande do Norte, que passaram de R$ 596,40 em 2022 para R$ 863,28 em 2025. Entre turistas e visitantes, o dispêndio médio diário atingiu R$ 1.685,51 neste ano, o maior valor da série, após oscilações nos anos anteriores.

A renda média mensal do público ficou em R$ 7.893,60, sendo R$ 6.679,20 entre residentes e R$ 9.411,60 entre visitantes e turistas.

O perfil do público revela uma mudança estrutural. Em 2022, residentes representavam 66,5% dos foliões; em 2025, essa participação caiu para 55,5%, enquanto turistas e visitantes passaram a responder por 44,5% do total.

A fidelização segue elevada. A parcela de foliões dispostos a voltar ao evento subiu de 88,9% em 2022 para 92,9% em 2025. A nota média geral do Carnatal também avançou, passando de 8,81 em 2022 para 9,14 neste ano. Entre residentes e turistas, as avaliações convergiram para 9,18 em 2025.

Na avaliação dos atributos do evento, a pesquisa aponta melhora em quase todos os itens entre 2024 e 2025. O espaço físico subiu de 9,1 para 9,4; a divulgação, de 9,1 para 9,3; os atrativos, de 9,1 para 9,3; e a limpeza, de 8,9 para 9,1. Segurança e acesso também avançaram, enquanto os preços cobrados tiveram leve melhora, de 7,1 para 7,3. A única queda marginal ocorreu na organização, que passou de 8,8 para 8,7.

A média de participação permaneceu estável em 2,1 dias em 2024 e 2025, após média de dois dias em 2023. O uso de táxi e aplicativos segue predominante, com 53,9% em 2025, enquanto o uso de carro alugado cresceu de forma expressiva, de 1,6% em 2023 para 9,9% neste ano, sinalizando maior presença de turistas.

As atrações musicais e os blocos continuam sendo o principal fator de decisão: em 2025, 58% dos foliões citaram esse motivo para participar do evento, percentual superior ao dos anos anteriores.

Comércio ganha fôlego; MEIs lideram crescimento

Do lado empresarial, os resultados mostram ganhos relevantes, sobretudo para micro e pequenos negócios. O faturamento médio geral subiu 19,4%, passando de R$ 7.160,18 em 2024 para R$ 8.552,50 em 2025.

No comércio, o faturamento médio diário quase dobrou, com alta de 91,4%. Entre os microempreendedores individuais (MEIs), o avanço foi ainda mais expressivo: crescimento de 161,7% no faturamento médio diário. As microempresas (ME) registraram alta de 69,7%, e as empresas de pequeno porte (EPP), de 20,2%. Já as médias e grandes tiveram estabilidade, com leve recuo de 0,7%.

A informalidade também ganhou espaço, com aumento de 138,1% no faturamento médio diário.

Os empresários ampliaram investimentos para atender à demanda. O investimento médio cresceu 24,9%, e a contratação de funcionários aumentou 28,5% em 2025. A ampliação de estoque foi a principal aposta, citada por 65% dos empresários, ante 38,7% no ano anterior.

Na avaliação do movimento, 73% dos empresários consideraram o evento “bom” ou “muito bom”, percentual superior ao de 2024.

Perfil e desafios apontados

O perfil do público mostra predominância masculina (63,1%), alto nível de escolaridade (75% com ensino superior) e concentração na faixa de 25 a 34 anos. Entre os empresários, metade atua no comércio e metade em serviços, com destaque para vestuário, bares, restaurantes e lanchonetes.

Entre as sugestões de melhoria, o trânsito segue como principal ponto de atenção, embora tenha perdido peso em relação a 2024. Banheiros públicos e estacionamentos aparecem em seguida.

“O Carnatal se consolida como um grande impulsionador da economia local, com impacto que vai do informal às grandes empresas e com forte efeito sobre o turismo”, avalia o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

Já o diretor da Clap, Felinto Filho, destaca a meta de ampliar ainda mais a participação de turistas, reforçando a projeção nacional do evento e seu papel estratégico para Natal. “O Carnatal tinha como foco alcançar 42% no que diz respeito à participação de turistas nessa edição. Nós batemos esse número, fomos para 44,5%. Quanto mais nacionalizada for a percepção de marca, maior e mais vigoroso será o evento e, de igual forma, também será mais motivador para quem aqui reside, consome e gosta do Carnatal. Podemos destacar outros pontos como a regionalização do evento e a noção de pertencimento dos diversos setores da economia, que ficaram nítidos neste levantamento”, declara.

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Fonte: https://agorarn.com.br/ultimas/carnatal-mais-que-dobra-impacto-economico/