O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu neste domingo (21) um artigo aprovado pelo Congresso Nacional que permitia a revalidação de emendas parlamentares já canceladas. A decisão foi tomada antes da sanção presidencial e tem efeito liminar.
O dispositivo suspenso havia sido incluído em um projeto de lei que trata da redução de benefícios fiscais e do aumento de impostos sobre casas de apostas, fintechs e juros sobre capital próprio. O texto foi aprovado na última semana pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
A liminar atendeu a pedido da Rede Sustentabilidade e de parlamentares que questionaram a legalidade da medida. A decisão permanece válida até que o plenário do STF analise o mérito da ação e confirme ou revogue a suspensão determinada por Dino.
O artigo previa a reativação de emendas parlamentares inscritas como restos a pagar entre 2019 e 2023 e que haviam sido canceladas por decurso de prazo. Pelo texto aprovado pelo Congresso, essas despesas poderiam ser liquidadas até dezembro de 2026.


Dados do Tesouro Nacional apontam que R$ 2,97 bilhões em emendas foram cancelados apenas em 2024, sendo a maior parte relacionada a emendas de relator, modalidade declarada inconstitucional pelo STF em 2022 por falta de transparência.
Na decisão, Dino afirmou que emendas regularmente canceladas deixam de existir no plano jurídico e que sua revalidação equivaleria à criação de novas autorizações de gasto sem respaldo em lei orçamentária vigente. Segundo o ministro, a prática compromete a previsibilidade fiscal do Estado.
O magistrado também criticou o mecanismo que permitiria a execução parcial de obras com a junção de recursos de diferentes emendas, mesmo quando os valores originalmente previstos se tornaram insuficientes ao longo do tempo. Para ele, a medida viola o devido processo orçamentário e a separação entre os Poderes.
Apesar da suspensão do artigo sobre emendas parlamentares, os demais trechos do projeto seguem válidos. O texto mantém o corte de benefícios fiscais e o aumento de tributos com impacto estimado em cerca de R$ 22 bilhões no Orçamento de 2026, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda avalia a sanção e eventuais vetos.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/decisao-de-dino-impede-congresso-de-reativar-emendas-extintas-do-orcamento/

