O deputado italiano Angelo Bonelli passou a ser alvo de um questionamento formal no Senado da Itália após ter ajudado a polícia a localizar e prender a ex-deputada brasileira Carla Zambelli, em julho de 2025. A iniciativa partiu do senador Matteo Gelmetti, aliado da primeira-ministra de extrema-direita Giorgia Meloni.
Na interpelação dirigida ao governo italiano, Gelmetti pede esclarecimentos sobre como Zambelli foi localizada em Roma quando era considerada foragida da Justiça brasileira. O senador afirma que a prisão só foi possível após “uma pessoa” fornecer dados precisos às autoridades italianas, levantando suspeitas sobre vazamento de informações.
Embora o documento não cite nomes, Bonelli afirmou ser o alvo direto da iniciativa. Ao UOL, ele declarou que cumpriu seu dever cívico ao informar o endereço da ex-parlamentar. “Ele me acusa de ter provocado vazamento de informações. Mas quero lembrar que cumpri meu dever cívico”, afirmou o deputado do partido Europa Verde.
Gelmetti alegou que a pessoa responsável pela informação “nunca esclareceu as fontes de tal dado nem as circunstâncias do vazamento”. O senador questiona se houve acesso a arquivos reservados ou contatos com autoridades brasileiras antes e depois da prisão de Zambelli.


A interpelação parlamentar, instrumento oficial para cobrar explicações do Executivo, foi apresentada aos ministros da Justiça, do Interior e das Relações Exteriores da Itália. Tornado público nesta manhã, o documento foi protocolado em 28 de janeiro e marca a primeira manifestação formal do senador sobre o caso, apesar de Zambelli estar presa há mais de seis meses.
No texto, Gelmetti também faz críticas ao processo brasileiro, citando “graves anomalias processuais”. Ele menciona o ministro do STF Alexandre de Moraes, apontando suposto acúmulo de funções, e questiona se a extradição poderia resultar em violação de direitos humanos. O senador cobra do ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, uma posição clara sobre negar ou não o pedido brasileiro.
Enquanto o embate político avança, a Justiça italiana segue com o processo. A Corte de Apelação de Roma marcou para 10 de fevereiro a análise do pedido da defesa para trocar os juízes do caso de extradição, um dia antes da audiência principal, prevista para 11 de fevereiro. A defesa afirma que, se a troca for negada, recorrerá à Corte de Cassação, alertando que uma eventual decisão de extradição antes desse julgamento pode levar à anulação de todo o processo.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/deputado-italiano-que-auxiliou-na-prisao-de-zambelli-vira-alvo-de-aliado-de-meloni/

