Condenada a 17 anos de prisão pelos atos de 8 de Janeiro, a cozinheira bolsonarista Raquel de Souza Lopes, 54, foi deportada dos Estados Unidos e presa ao desembarcar no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Ela é a terceira fugitiva envolvida no ataque golpista ser devolvida ao Brasil após tentar permanecer em território norte-americano.
O caso foi revelado pelo UOL. Raquel havia sido condenada em 2023 por crimes como tentativa de golpe de Estado, associação criminosa e dano ao patrimônio público. Em março de 2024, enquanto cumpria prisão domiciliar em Joinville (SC) e ainda apresentava recursos, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu para a Argentina com outros militantes bolsonaristas.
O Brasil emitiu mandado de prisão contra ela na ocasião. Com o início da prisão de foragidos brasileiros na Argentina, em novembro daquele ano, Raquel deixou o país e seguiu um novo trajeto.
A Interpol do Peru registrou sua entrada em 19 de novembro, pela fronteira de Santa Rosa. Depois, passou pela Colômbia e pelo México até cruzar a fronteira com o Texas, em 12 de janeiro de 2025.


Nos Estados Unidos, Raquel foi presa por imigração ilegal pela ICE. A defesa tentou impedir a deportação por meio de recursos apresentados ainda enquanto ela estava detida em Raymondsville, no Texas. Em julho de 2025, o pedido foi negado, e um novo recurso também foi rejeitado em 14 de janeiro deste ano, mantendo a ordem de deportação.
Após mais de um ano presa em território norte-americano, Raquel foi incluída em um voo com outros imigrantes deportados para a América do Sul. Ao chegar ao Brasil, foi detida pela Polícia Federal e deverá cumprir a pena de 17 anos em presídio nacional. Em casos como esse, a PF costuma transferir o preso para a penitenciária estadual mais próxima antes de eventual pedido de remoção ao STF.
Outros fugitivos do 8 de Janeiro também tentaram permanecer fora do país. Entre os que entraram ilegalmente nos EUA, apenas Michelle Paiva Alves ainda tenta evitar a deportação, após obter uma decisão provisória de “temor crível”. Já Aletheia Verusca Soares e Romário Garcia Rodrigues permaneceram no México, enquanto Apolo Carvalho seguiu para a Espanha, onde pede asilo.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/terceira-fugitiva-do-8-1-e-deportada-pelos-eua-e-presa-no-brasil/

