A prisão do ex-príncipe Andrew, ocorrida em seu aniversário de 66 anos, marca um episódio sem precedentes na história recente da monarquia britânica. A detenção acontece após semanas de revelações envolvendo sua relação com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
O caso ganhou novo fôlego com a divulgação de milhões de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos ligados a Epstein. Andrew, que perdeu seus títulos reais no ano passado e passou a ser identificado como Andrew Mountbatten-Windsor, sempre negou qualquer irregularidade.
O rei Charles III declarou “profunda preocupação” e afirmou que a lei deve seguir seu curso.
Suspeitas de material comprometedor nas mãos do Mossad
Um dos pontos mais explosivos surge em uma nova biografia escrita pelo historiador Andrew Lownie, intitulada Entitled: The Rise and Fall of the House of York. O livro sustenta que material comprometedor envolvendo Andrew pode ter sido repassado a serviços de inteligência estrangeiros — entre eles o Mossad, serviço secreto de Israel.
Segundo a obra, Epstein teria mencionado a possibilidade de vender segredos ligados ao duque de York ao Mossad. A alegação teria partido do empresário norte-americano Steven Hoffenberg, apontado como antigo mentor de Epstein e condenado por fraude.
Embora algumas vítimas de Epstein afirmem que ele mantinha gravações em vídeo de encontros com figuras influentes, nenhuma prova concreta desse material foi tornada pública até agora.
Outras agências citadas
A biografia afirma ainda que suposto conteúdo sensível poderia ter chegado:
- às autoridades da Arábia Saudita;
- aos serviços de inteligência da Líbia, na época de Muammar Gaddafi;
- e possivelmente à Rússia.
Sobre a Rússia, o livro menciona temores da inteligência britânica de que arquivos ligados à investigação de Epstein tenham sido levados para o país por John Mark Dougan, ex-agente da polícia da Flórida. Ele teria mantido contato com Pavel Borodin, descrito como próximo de Vladimir Putin. Dougan já foi citado pela BBC como divulgador de desinformação a partir do território russo.


Relação antiga com Epstein
Lownie sustenta que Andrew e sua ex-esposa, Sarah Ferguson, conheciam Epstein desde a década de 1990, antes da data oficialmente declarada pelo príncipe. O autor afirma que Epstein via em Andrew uma ponte para prestígio social, acesso político e oportunidades comerciais.
O livro também questiona as finanças do duque após a perda de funções oficiais, levantando dúvidas sobre a origem de recursos usados na manutenção do Royal Lodge e em transações financeiras controversas.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/caso-epstein-como-o-ex-principe-andrew-preso-hoje-tornou-se-informante-do-mossad/

