O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou neste sábado (28) a nova campanha militar contra o Irã com base em alegações consideradas falsas ou não comprovadas por autoridades internacionais e relatórios de inteligência.
Ao defender a ofensiva, ele afirmou que Teerã teria retomado seu programa nuclear, possuiria material suficiente para produzir uma bomba em poucos dias e estaria desenvolvendo mísseis de longo alcance capazes de atingir o território americano.
Alegações contestadas por autoridades e relatórios
As três afirmações feitas por Trump são rebatidas por autoridades dos Estados Unidos e da Europa, além de grupos internacionais de monitoramento de armas. Segundo essas fontes, as evidências disponíveis indicam um cenário menos imediato sobre a ameaça nuclear iraniana.
“Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear”, afirmou Trump. “Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear”.
De acordo com essas avaliações, o Irã tenta recuperar instalações nucleares atingidas em ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos em junho do ano passado e retomou atividades em alguns locais já monitorados por serviços de inteligência.
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) February 28, 2026
Programa nuclear não mostra avanço imediato
Autoridades afirmam que não há indícios de que o país tenha reiniciado o enriquecimento de urânio nem desenvolvido um mecanismo funcional para detonar uma bomba nuclear.
Os estoques de urânio já enriquecido permanecem enterrados desde os ataques anteriores, o que tornaria improvável a produção de uma arma nuclear “em poucos dias”, como alegado por Trump.
O Irã mantém um amplo arsenal de mísseis balísticos de curto e médio alcance capazes de atingir Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio. Avaliações de inteligência americanas indicam, porém, que o país ainda levaria anos para desenvolver mísseis com alcance suficiente para atingir o território dos Estados Unidos.
Imagens de Teera
Não existe guerra “local” quando envolve Irã, Israel e Estados Unidos.
O mundo está mais perto de um conflito maior do que muita gente imagina. pic.twitter.com/LmLwIKoGbH— FOOTBALL TWEET (@guilherme988487) February 28, 2026
Interferência nas Eleições
O presidente americano também afirmou neste sábado (28) que o Irã tentou interferir nas eleições presidenciais americanas de 2020 e 2024. A declaração foi publicada na rede Truth Social horas depois de ele anunciar “grandes operações de combate” contra o país no Oriente Médio.


Segundo Trump, Teerã atuou para impedir sua vitória nas disputas eleitorais e agora enfrenta uma nova escalada de guerra com os Estados Unidos. As declarações ocorreram após ataques que atingiram bases americanas no Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein em resposta a uma ofensiva americana.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/as-quatro-fake-news-que-sustentam-o-ataque-de-trump-ao-ira/

