Há 15 dias, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, em busca de apoio para sua candidatura presidencial. A reunião não foi produtiva e a tendência é que o partido se mantenha neutro no primeiro turno das eleições de 2026.
De acordo com integrantes do partido ouvidos pela Folha de S.Paulo, o diálogo entre os dois não teve sucesso e não houve clima sequer para discutir a entrada formal do Republicanos no palanque de Flávio nas eleições.
Pereira, insatisfeito com a falta de comunicação desde que Flávio foi escolhido como pré-candidato em dezembro, reclamou da forma como o PL tem tratado o Republicanos. A principal queixa foi o anúncio da candidatura de Flávio sem consultar outros partidos da direita e centro-direita, o que, segundo ele, gerou desconforto e atrapalhou a aproximação entre os partidos.
O Republicanos tem uma ala mais à direita, composta por figuras como Damares Alves e Hamilton Mourão, e um grupo mais alinhado ao PT, especialmente no Nordeste. A divisão interna torna difícil qualquer associação com Flávio , pois qualquer aliança pode prejudicar a imagem do partido, especialmente no contexto das eleições para deputados e senadores, onde o partido visa aumentar sua bancada.
Apesar disso, o Republicanos não pretende tomar uma posição definitiva sobre o apoio à candidatura de Flávio antes das convenções de julho. O partido já declarou que liberará os diretórios estaduais para apoiarem os candidatos que preferirem, evitando conflitos internos.

A relação entre o Republicanos e o PL não é nova e já passou por tensões, como ocorreu no final do ano passado, quando o líder do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, Sóstenes Cavalcante, tentou pressionar o governador Tarcísio de Freitas a mudar de partido.
O Republicanos, por sua vez, respondeu afirmando que sempre manteve uma postura leal e responsável em suas interações políticas, sem constranger seus aliados.
Embora o Republicanos ainda esteja distante de uma decisão sobre apoiar Flávio, outros partidos, como o PP de Ciro Nogueira e o União Brasil de Antônio Rueda, estão mais propensos a se aliar à candidatura bolsonarista.
As siglas são as principais investidas de Flávio no início da pré-campanha, já que um apoio do Centrão garantiria mais tempo de propaganda eleitoral na TV e rádio, o que é fundamental para uma campanha presidencial bem-sucedida.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-partido-de-direita-que-se-negou-a-apoiar-flavio-bolsonaro/

