Retomada da exploração recoloca RN no mapa do petróleo, afirma Fátima

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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), celebrou o anúncio da Petrobras de que vai retomar a exploração de petróleo no Estado. Em março, a estatal recebeu autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para perfurar três poços de petróleo na Bacia Potiguar.

Segundo Fátima Bezerra, a liberação da licença marca, segundo ela, “um novo capítulo” para o setor energético do Estado, com expectativa de geração de empregos, atração de investimentos e crescimento econômico.

A governadora enfatizou que a operação será realizada a mais de 2 mil metros de profundidade e a 52 quilômetros da costa potiguar, com o uso de uma sonda de sexta geração. “O RN está escrevendo um novo capítulo na sua história energética”, afirmou, ao destacar o avanço tecnológico e o porte da intervenção.

Fátima também ressaltou o impacto econômico da retomada das atividades petrolíferas no Estado. “É a retomada das operações que reposiciona o RN no centro estratégico da produção nacional de petróleo”, disse. Segundo ela, a nova fase deve impulsionar a qualificação profissional e ampliar oportunidades no mercado de trabalho.

Ao comentar o anúncio, a governadora reforçou o tom de otimismo em relação aos desdobramentos da iniciativa. “Mais empregos, mais investimentos, qualificação profissional e crescimento econômico para o nosso povo”, afirmou.

A licença obtida pela Petrobras permite a perfuração dos poços Mãe de Ouro, Inhame e Taianga, localizados nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762. O primeiro a entrar em operação será o Mãe de Ouro, em águas profundas. Considerado o principal alvo exploratório, o poço tem indícios de presença de petróleo e deve receber a sonda de perfuração que será deslocada do Amapá a partir de julho.

Além da exploração em águas profundas, a Petrobras informou que investirá mais de R$ 1,5 bilhão no chamado “arrasamento” de poços antigos — técnica voltada à finalização de estruturas que não produzem mais. A medida deve alcançar cerca de 100 municípios potiguares, com impacto direto na geração de postos de trabalho.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, avalia que o conjunto de investimentos pode alterar de forma relevante a estrutura econômica do Estado. Segundo ele, a produção nos novos poços pode alcançar até 100 mil barris por dia, com potencial de elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte em até 30%, em um cenário de expansão.

Fonseca também destacou a criação de um cluster offshore voltado à exploração e produção de petróleo e gás, além de investimentos previstos em infraestrutura logística, como construção de plataformas, embarcações, estrutura portuária e até suporte aéreo com uso de aeroportos como bases operacionais.

De acordo com o governo estadual, os primeiros impactos econômicos podem ser percebidos entre seis meses e dois anos, enquanto o ciclo completo de desenvolvimento — incluindo consolidação da infraestrutura e da cadeia logística — deve atingir o auge em até seis anos. A estimativa é de que, somados, os investimentos ultrapassem R$ 2,5 bilhões no Estado.

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Fonte: https://agorarn.com.br/rn/retomada-da-exploracao-recoloca-rn-no-mapa-do-petroleo-afirma-fatima/