O ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa, preso nesta quinta-feira (16), teria se negado a firmar um acordo de colaboração premiada com a PF antes que os materiais apreendidos na segunda fase da operação, realizada em 14 de janeiro, fossem analisados e reduzissem o valor de seu depoimento. A informação é da Folha de S. Paulo.
Leia: Paulo Henrique Costa: entenda tudo sobre a prisão do CEO do BRB envolvendo Caso Master
Familiares de Costa também teriam pressionado pelo acordo, mas o ex-dirigente recusou e apostou em uma defesas baseada em provas, de acordo com o jornal, que afirma que estratégia de defesa se concentraria em argumentos técnicos e na conformidade de dirigentes do Banco Central com as operações entre BRB e Master.
Ainda segundo o veículo, Costa chegou a solicitar um novo depoimento à Polícia Federal e afirmava que os investigadores responsáveis pelo caso não detinham o conhecimento técnico necessário sobre o mercado bancário.
Contudo, a reportagem afirma que a Polícia Federal já dispunha de indícios de que documentos haviam sido adulterados a posteriori para legitimar as decisões de compra.
Com base em dados extraídos de celulares de investigados, os agentes identificaram a produção em larga escala de documentos artificiais e ajustes manuais em extratos, antedatação de documentos e uso de procurações atípicas. O Banco Central também teria detectado irregularidades na documentação, diz a Folha.
Leia também: As comprometedoras mensagens de Paulo Roberto Costa e Daniel Vorcaro no Caso Master
O que diz a defesa de Paulo Henrique Costa
“A defesa continua firme na convicção de que Paulo Henrique Costa não praticou crime algum”, disse o advogado Cleber Lopes em entrevista a jornalistas na manhã de quinta (16). Ele também negou que seu cliente teria recebido propina, como acusa a PF: “Não considero essa como uma hipótese válida”, disse.
“No primeiro momento a defesa considera que o Paulo Henrique não representa nenhum perigo para a instrução, para a aplicação da lei penal. Ele está em liberdade desde a primeira fase da operação, não há notícia de que ele tenha praticado qualquer fato que pudesse atentar contra a instrução criminal, contra a ordem pública, contra a aplicação da lei penal, de maneira que a defesa considera, em um primeiro momento, a prisão absolutamente desnecessária”, declarou o advogado.
“Não, se eu estou considerando que é um exagero, eu permaneço como estava antes. Eu continuo convencido, o Paulo Henrique continua convencido, e vamos, como eu disse antes, examinar. Enfim, a defesa continua firme na convicção de que o Paulo Henrique não praticou crime algum. Vamos aguardar agora a análise do documento, vamos fazer a defesa como temos feito”, pontuou.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/delacao-paulo-henrique-costa/

