João Campos sai na frente em Pernambuco seguido por Raquel Lyra, segundo a Quaest

A disputa pelo governo de Pernambuco nas eleições de 2026 se desenha como um cenário polarizado entre o ex-prefeito do Recife, João Campos, e a atual governadora, Raquel Lyra. Segundo levantamento recente da Quaest, Campos aparece na liderança com 42% das intenções de voto, enquanto Lyra soma 34%.

Apesar da vantagem do ex-prefeito, o índice de indecisos, que chega a 11%, indica que o cenário ainda está em aberto. Ainda assim, a baixa pontuação dos demais candidatos sugere a possibilidade de definição já no primeiro turno.

O levantamento também aponta um eleitorado mais decidido em comparação a outros estados: 56% dos entrevistados afirmam já ter escolhido em quem votar. Tanto João Campos quanto Raquel Lyra apresentam níveis semelhantes de conhecimento entre os eleitores, mas o socialista larga com vantagem em indicadores estratégicos. Seu potencial de voto é maior, alcançando 58%, contra 53% da governadora, além de registrar menor rejeição — 28% frente a 37%.

Melhora na avaliação

Por outro lado, Raquel Lyra apresenta um trunfo importante na reta pré-eleitoral: a melhora consistente na avaliação de seu governo. A taxa de aprovação subiu de 51% para 62%, enquanto a desaprovação caiu de 45% para 35%, indicando uma tendência positiva.

Esse avanço impactou diretamente a percepção sobre uma eventual reeleição. Em agosto de 2025, 54% dos eleitores afirmavam que a governadora não merecia um novo mandato. Já em abril de 2026, esse cenário se inverteu: 57% passaram a considerar que ela merece permanecer no cargo.

Efeito Lula

Outro fator relevante no cenário eleitoral pernambucano é o alinhamento com lideranças nacionais. Quando questionados, 47% dos eleitores acreditam que João Campos será o candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto apenas 12% associam Raquel Lyra ao petista.

Já em relação ao campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o cenário é mais indefinido: 76% dos entrevistados afirmam não saber quem representaria esse grupo na disputa estadual.

A pesquisa também indica que o alinhamento político pode ser decisivo. Enquanto 47% dos eleitores preferem um governador aliado a Lula, apenas 17% optam por um nome ligado a Bolsonaro. Outros 30% defendem a escolha de um candidato independente da polarização nacional.

Com esse cenário, a eleição em Pernambuco se configura como uma das mais competitivas do país, combinando polarização local, influência do cenário nacional e mudanças recentes na avaliação de governo.

A Quaest ouviu 900 pessoas em Pernambuco entre os dias 22 e 26/04. O nível de confiança das pesquisas é de 95% e a margem de erro é de 3 pp. As pesquisas estão registradas no TSE.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/joao-campos-pernambuco-raquel-lyra-quaest/