Caso Henry: perdoada, Monique tentou emocionar júri com camiseta de mãe e filho

Monique Medeiros durante julgamento com a camisa do filho Henry Borel. Foto: Divulgação

Durante a fase final do julgamento pela morte de Henry Borel, a defesa de Monique Medeiros adotou uma estratégia voltada para destacar a relação da ré com o filho. Na abertura da sustentação oral, realizada no décimo dia do júri, o advogado Hugo Novais abriu a toga diante dos jurados e exibiu uma camiseta com fotografias dela ao lado do filho.

A peça trazia a frase “Sou testemunha do amor entre mãe e filho” e também era utilizada por familiares da acusada presentes no plenário. A manifestação ocorreu após as apresentações do Ministério Público e da assistência de acusação. Familiares da ré acompanharam a sessão usando a mesma peça.

Ao iniciar sua argumentação, Novais afirmou que não presenciou os fatos investigados, mas declarou confiança na narrativa apresentada por sua cliente. “Eu não sou testemunha dos fatos. Mas sou testemunha da verdade apresentada pela minha cliente”, disse aos jurados durante a sessão.

A mesma camiseta já havia aparecido em março, quando Monique participou de uma sessão do julgamento posteriormente adiada após o abandono do plenário pela defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho. Na retomada do júri, porém, a ré compareceu vestindo uma camisa branca sem estampas.

Monique Medeiros usou camisa com rosto do filho em março. Foto: Divulgação

O gesto da defesa ocorreu em um momento decisivo do processo que analisava a responsabilidade de Monique e de Jairinho pela morte de Henry, ocorrida em março de 2021. Ao longo do julgamento, a equipe de defesa concentrou parte dos argumentos na tentativa de afastar a tese de participação intencional dela nos fatos que resultaram na morte da criança.

A ação ocorreu diante dos sete jurados responsáveis por analisar as acusações apresentadas no processo. O caso já se encontrava na reta final após vários dias consecutivos de depoimentos, interrogatórios e debates entre acusação e defesa. O julgamento se tornou um dos mais longos da história recente do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

Os jurados desclassificaram a acusação de homicídio por omissão contra Monique para homicídio culposo. A ré recebeu perdão judicial pelo crime de homicídio, enquanto Jairinho foi condenado a uma pena total de 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão. A pena foi dividida em 35 anos, 6 meses e 20 dias pelo homicídio, 6 anos e 3 meses pela tortura e mais 2 anos pela coação

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/caso-henry-perdoada-monique-tentou-emocionar-juri-com-camiseta-de-mae-e-filho/