Vira-latas, repórter da Globo exalta tirania da Copa na “América” e ataca a do Brasil: ‘Bananão’

A Globo na Copa de 2026: viva a “América”, abaixo o “Bananão”

Em um vídeo gravado na Times Square, em Nova York, o jornalista André Rizek, apresentador do Sportv, deu uma demonstração sanguínea e fresca — como diria Nelson Rodrigues — do complexo de vira-latas.

Numa confusa peroração sobre esta Copa, marcada por racismo, xenofobia, preços estratosféricos e corrupção, Rizek chamou o Brasil de “Bananão” por, supostamente, ter se submetido à FIFA quando abrigou o mundial. É o retrato perfeito de uma emissora que há décadas funciona como uma máquina de propaganda do Departamento de Estado.

“Vou falar hoje dos dois exemplos extremos de país-sede de Copa do Mundo: os Estados Unidos, inflexíveis em 2026, e o Brasil, o ‘Bananão’ da Copa de 2014 — e não é por causa do 7 a 1, não. A gente está vendo esse ano, aqui na América (sic), que a Copa é do mundo, mas o torneio e as coisas são do jeito que os americanos querem”, disse.

“Em 14, no Brasil, a gente permitiu que a FIFA aprovasse a Lei Geral da Copa, a Lei Geral da FIFA, que se sobrepunha à nossa Constituição. Olha que bizarro. Aqui não. Aqui as coisas caminham como os donos da casa querem”. Sim, o “Bananão” versus a “América”.

A Copa do Mundo de 2014 transcorreu pacificamente, com as fronteiras abertas à diversidade e sem qualquer incidente diplomático ou humanitário. Fomos um país soberano, hospitaleiro, que tratou bem turistas e atletas — como se espera num evento dessa envergadura. Para Rizek, porém, houve roubalheira na construção dos estádios etc etc. Puro lavajatismo revisitado com baba bovina.

Bons são eles. A Copa de 2026 está se desenhando como uma das páginas mais sombrias da história do esporte. Nem a de 1934, na Itália de Mussolini, ou a de 1978, na Argentina da ditadura militar, permitiu esse nível de autoritarismo.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, deu uma coletiva patética em que admitiu que não tem controle sobre o torneio. Foi questionado duramente pelo editor de esportes da BBC, Dan Roan, sobre o “embaraço” da submissão a Trump e os episódios dantescos que estão ocorrendo. Saiu-se com um pedido para as pessoas “relaxarem”.

É o que a Globo faz. Relaxa e faz uma cobertura sabuja, contrata uma influenciadora investigada pela PF como comentarista, puxa o saco de Neymar, desinforma e fatura com as bets.

“Cabe agora à FIFA garantir que todas as 48 seleções tenham os mesmos deveres, obrigações e até dificuldades. Caso contrário, a isonomia esportiva da competição vai ficar manchada para sempre”, afirma Rizek. Que isonomia?

Isso depois das agressões ao Irã e da delegação de Senegal ter sido submetida a revistas vexatórias, com direito a cães farejadores. Milhares de torcedores árabes, africanos e latinos, com ingressos na mão e economias de uma vida inteira investidas, tiveram seus vistos cancelados arbitrariamente. De acordo com Rizek, essas são apenas “imagens incomuns”.

O campeonato que deveria promover, ao menos simbolicamente, a paz mundial foi sequestrado pelo aparato de guerra norte-americano, transformado em palanque para Donald Trump expor suas políticas anti-imigração. Não há “isonomia” quando seleções são tratadas como ameaças biológicas ou terroristas em potencial nos guichês de imigração, enquanto as potências ocidentais desfilam no tapete vermelho.

A Copa de 2026 é símbolo de um modelo que precisa ser refeito para não falir. Segundo a Economist, pode ser a última. O show de horrores da Globo só prova que, se o ICE decidir cancelar o visto de Rizek ou mais alguém da equipe, a bancada do SporTV vai aplaudir de joelhos, abanando o rabo, e reclamando do ‘Bananão’ não fazer nada.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/vira-latas-reporter-da-globo-exalta-tirania-da-copa-na-america-e-ataca-a-do-brasil-bananao/