Artista “explode” Fusca em exposição no MASP

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) exibe até 13 de setembro a exposição “Damián Ortega: Matéria e Energia”, primeira grande retrospectiva do artista mexicano na América Latina, reunindo obras centrais de sua trajetória.

Organizada em parceria com o Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, o Malba, a mostra está em cartaz no 1º e no 2º subsolos do Edifício Lina. Com curadoria de Adriano Pedrosa, Rodrigo Moura e Yudi Rafael, a exposição integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da América Latina. O calendário deste ano também inclui mostras de Santiago Yahuarcani, Claudia Alarcón & Silät, La Chola Poblete, entre outros artistas.

Após a temporada em São Paulo, a exposição será apresentada no Centro Cultural La Moneda, em Santiago, no Chile, de 12 de novembro de 2026 a 28 de março de 2027.

Confira mais detalhes sobre a exposição.

O mundo de Damián Ortega

Nascido na Cidade do México, em 1967, Damián Ortega é um dos principais nomes da geração que renovou a arte mexicana nos anos 1990. Ainda jovem, foi fortemente influenciado por Gabriel Orozco, artista conhecido por sua abordagem multidisciplinar e experimental, que combina instalações, desenhos, fotografias e intervenções sobre objetos cotidianos.

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A partir dessas referências, Ortega desenvolveu um estilo artístico singular, marcado pela desconstrução de objetos do dia a dia. Em sua prática, o artista desmonta carros, ferramentas e materiais de construção, entre outros elementos, reorganizando suas partes em composições suspensas que combinam humor e comentários políticos.

Por dentro da exposição

A mostra reúne mais de três décadas de produção do artista, com obras que transitam entre escultura, instalação, fotografia e vídeo. Em conjunto, elas reexaminam o modo como as narrativas sociais atravessam os objetos mais comuns do cotidiano, articulando questões ligadas ao trabalho, ao consumo, ao tempo e à linguagem.

Entre as 35 obras expostas, o grande destaque é uma de suas peças mais conhecidas, apresentada pela primeira vez no Brasil: “Coisa Cósmica”, de 2002. Na instalação, um Fusca de 1989 é completamente desmontado e suspenso por fios, como se fosse uma explosão congelada no tempo, ou um diagrama espacial em que todas as peças parecem flutuar.

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Já em “Controller of the Universe”, de 2007, serras, pás, marretas e machados são organizados como elementos de uma explosão em que as leis da gravidade parecem suspensas. Em “Monster”, de 2019, Ortega constrói uma escultura a partir de resíduos de materiais de construção, como estruturas metálicas, fragmentos de azulejos, tijolos de barro e elementos de concreto.

A exposição se encerra com uma série de obras que investigam questões relacionadas tanto às experiências sociais latino-americanas – tema recorrente na trajetória do artista – quanto à arquitetura brasileira, em conjunto de seus atravessamentos políticos e estéticos.

Serviço

Ingressos por R$ 85 (R$ 42 a meia-entrada). Às terças-feiras o dia todo e às sextas-feiras, das 18h às 21h, a entrada é gratuita. Ainda assim, os ingressos devem ser reservados pelo site.

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Fonte: https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/artista-explode-fusca-em-exposicao-no-masp/