A Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada não apenas pelas disputas dentro de campo, mas também por manifestações políticas nas arquibancadas e nos arredores dos estádios. Em diferentes cidades-sede do torneio, torcedores e ativistas utilizaram a visibilidade do maior evento do futebol mundial para expressar solidariedade ao povo palestino diante do genocídio perpetrado por Israel na Faixa de Gaza.
A primeira manifestação pró-Palestina ocorreu justamente na abertura do evento nos EUA, quando um dos artistas que se apresentaram tocando tambor, colocou um lenço palestino por cima das roupas.
Um dos episódios mais simbólicos ocorreu em Toronto, antes da partida entre Canadá e Bósnia e Herzegovina. Torcedores bósnios entoaram repetidamente palavras de apoio à Palestina nos arredores do estádio. Ao mesmo tempo, ativistas canadenses organizaram um protesto exibindo uma grande faixa com a mensagem “Expulsem Israel da FIFA”, além de cartazes em defesa dos direitos dos palestinos.
Entre os manifestantes estavam integrantes do grupo “Judeus por uma Palestina Livre”, que também pediram a libertação do médico palestino Hussam Abu Safiya, detido por forças israelenses em Gaza.
Segundo os organizadores do ato, a manifestação teve como objetivo denunciar o que consideram uma postura permissiva da FIFA em relação à Federação Israelense de Futebol. Os ativistas criticam especialmente a participação de clubes israelenses sediados em territórios palestinos ocupados em competições reconhecidas pela entidade máxima do futebol mundial. Em março deste ano, a FIFA decidiu não adotar medidas contra esses clubes, alegando que o status jurídico da Cisjordânia permanece em disputa no âmbito do direito internacional.
As demonstrações de solidariedade à Palestina também foram registradas em outras ocasiões durante o Mundial. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram torcedores exibindo bandeiras palestinas nas arquibancadas e em áreas de circulação de fãs. Em uma das cenas mais repercutidas, uma bandeira palestina foi erguida durante os eventos relacionados à abertura da competição, tornando-se um dos símbolos políticos mais visíveis do torneio.
As manifestações estão diretamente relacionadas ao completo repúdio ao genocídio de palestinos por Israel em Gaza e a ocupação ilegal de Israel nos territórios palestinos.
A pressão sobre a FIFA tem crescido desde 2024, quando a Federação Palestina de Futebol passou a defender sanções esportivas contra Israel. A questão já havia provocado controvérsias antes mesmo do início da Copa. Em abril, dirigentes da Federação Palestina de Futebol tiveram pedidos de visto negados para participar de um congresso da FIFA realizado no Canadá, episódio que gerou críticas e ampliou o debate sobre a participação palestina em eventos ligados ao Mundial.
Fonte: https://horadopovo.com.br/copa-vira-palco-de-manifestacoes-de-apoio-a-palestina-e-repudio-ao-genocidio-de-israel-em-gaza/

