Alckmin diz que Lula decidirá caso Jaques Wagner

O vice-presidente da República Geraldo Alckmin. Foto: Júlio César Silva/MDIC

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou neste sábado (20) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai “conduzir bem” a decisão sobre a permanência do senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado. Wagner teve o cargo colocado sob pressão após ser alvo de busca e apreensão em uma operação da Polícia Federal que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

Alckmin também defendeu a autonomia dos órgãos de investigação ao comentar o caso durante uma agenda de entregas do setor ferroviário em Dom Aquino, em Mato Grosso. “O presidente Lula vai conduzir bem a questão e queria destacar aqui o compromisso do governo do presidente Lula com o espírito republicano. A Polícia Federal, os órgãos de controle, tem total independência para cumprir o seu trabalho”, disse o vice-presidente.

A ação da PF abriu uma nova crise política no entorno de Lula. Parte do governo e do PT defende que Wagner deixe a liderança no Senado como forma de reduzir o desgaste e afastar o presidente da investigação sobre o Master.

Outro grupo de aliados reconhece que a operação oferece munição à oposição, mas sustenta que o senador deve permanecer no cargo. A decisão final sobre a liderança, segundo a avaliação exposta por Alckmin, caberá a Lula.

Wagner resiste a deixar a liderança do governo no Senado

Jaques Wagner resiste a sair da função. Após a operação, na quinta-feira (18), ele afirmou que seguirá na liderança do governo e manterá sua pré-candidatura ao Senado. O senador também disse que recebeu apoio de Lula.

O presidente não se pronunciou publicamente sobre o caso. Em agenda em Minas Gerais, na sexta-feira (19), Lula fez um sinal positivo com o polegar ao ser questionado se Wagner continuaria como líder do governo no Senado.

Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master. Os investigadores apuram se o senador atuou em favor de pautas de interesse da instituição financeira no Congresso Nacional, entre elas uma proposta de ampliação do crédito consignado e uma medida conhecida nos bastidores como “Emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI).

A PF suspeita que Wagner possa ter recebido vantagens indevidas, incluindo um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e outros benefícios que, somados, chegariam a R$ 3 milhões. Outro alvo desta fase é o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, e a investigação usa como base mensagens extraídas do celular de Lima.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/alckmin-independencia-pf-lula-jaques-wagner/