O 5G começa a ganhar escala na América Latina depois de um ciclo inicial mais gradual de adoção. Segundo o estudo Ericsson Mobility Report, a região conta hoje com cerca de 110 milhões de assinaturas 5G, mas a combinação entre uma ampla base móvel e novas ofertas das operadoras deve elevar esse volume para 550 milhões até o fim de 2031. Nesse período, a participação do 5G no total de assinaturas móveis deve avançar de 14% em 2025 para 68% em 2031.
No cenário global, o relatório indica que as assinaturas 5G já ultrapassaram a marca de 3 bilhões, enquanto metade do tráfego mundial de dados móveis já é transmitida por redes 5G. O desempenho reforça o papel da tecnologia como principal vetor de crescimento das telecomunicações nos próximos anos. Entre o primeiro trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, o tráfego de dados móveis cresceu 22%, acima das expectativas, e deve aumentar 2,2 vezes até 2031.
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Esse avanço também reposiciona o mercado latino-americano. À medida que a cobertura se expande e a capacidade das redes melhora, o 5G deixa de ser apenas uma atualização tecnológica e passa a sustentar novos modelos de receita, especialmente em banda larga fixa sem fio, conectividade corporativa, automação industrial e serviços digitais baseados em maior velocidade, menor latência e melhor eficiência de rede.
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Entre as frentes de maior potencial está o Acesso Sem Fio Fixo (FWA), que vem ganhando tração como alternativa para ampliar a conectividade residencial e empresarial, sobretudo em áreas onde a expansão de fibra pode ser mais lenta ou custosa. O levantamento mostra que cerca de 70% dos provedores de serviços FWA já oferecem a tecnologia por meio de redes 5G.
O que esperar do 6G
Ao mesmo tempo, a indústria já começa a se preparar para o próximo ciclo tecnológico. As discussões sobre a padronização do 6G estão em andamento, e os primeiros lançamentos comerciais são esperados em mercados pioneiros dentro do período de previsão, com serviços iniciais previstos para 2030.
“A evolução bem-sucedida do 6G dependerá da adoção mais ampla de redes 5G Standalone, especialmente em um ambiente em que dispositivos, aplicações e redes serão cada vez mais influenciados por inteligência artificial”, avalia Paulo Bernardocki, diretor de soluções e tecnologia de rede da Ericsson. Globalmente, a expectativa é de 180 milhões de assinaturas 6G em 2031.
Para ampliar a viabilidade do 5G em aplicações de IoT de baixo custo, a Ericsson aponta a chegada do eRedCap, evolução do RedCap. Os testes em laboratório começam este ano, enquanto o pleno potencial comercial é esperado a partir de 2028. No Brasil, a tecnologia tende a encontrar espaço em setores como agronegócio, utilities e indústria, onde há demanda crescente por monitoramento remoto, automação, rastreamento de ativos e ganhos de eficiência operacional.
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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/assinaturas-5g-na-america-latina-devem-chegar-a-550-milhoes-ate-2031-aponta-ericsson/

