A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas encontra maior apoio entre homens, evangélicos e eleitores que votaram em Jair Bolsonaro (PL) em 2022, segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 17 e 18 de junho. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios brasileiros.
De acordo com a pesquisa, 83% dos entrevistados disseram ter conhecimento da medida adotada pelo governo de Donald Trump. Entre eles, 59% afirmaram concordar com a classificação das facções como organizações terroristas, enquanto 33% discordam. Outros 7% não souberam responder e 1% declarou não ter opinião sobre o tema.
O apoio à medida é mais elevado entre os homens. Nesse grupo, 53% concordam totalmente e 12% parcialmente com a decisão dos EUA. Entre as mulheres, os percentuais são de 38% e 16%, respectivamente. O levantamento também mostra que 47% dos homens se consideram bem informados sobre o assunto, contra 25% das mulheres.
No recorte religioso, os evangélicos registram o maior índice de concordância, com 70% de apoio à iniciativa americana. Entre os católicos, esse percentual é de 56%. A pesquisa também identificou diferenças relevantes conforme a preferência eleitoral dos entrevistados.
Entre os que afirmaram ter votado em Bolsonaro na eleição presidencial de 2022, 81% concordam com a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas. Entre os eleitores de Lula (PT), o índice cai para 38%. O apoio também é mais elevado entre pessoas de 16 a 44 anos e entre entrevistados com ensino superior, grupos que registraram índices próximos de 65%.

O levantamento mostrou ainda percepções distintas sobre os objetivos da medida. Para 50% dos entrevistados, os Estados Unidos buscam combater as facções para ajudar a população brasileira. Já 47% acreditam que o tema é utilizado como justificativa para ampliar a influência americana sobre o Brasil.
Apenas 22% concordam que os EUA teriam o direito de atacar integrantes dessas organizações em território brasileiro sem comunicar previamente o governo do país.
A pesquisa também avaliou a percepção sobre a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no tema. Para 54% dos entrevistados, ele teve influência na decisão americana. A maioria dos que compartilham essa avaliação declarou ter votado em Lula em 2022.
Quando questionados sobre os efeitos dessa atuação, 57% afirmaram que ela foi negativa para o Brasil, enquanto 37% a consideraram positiva. Outros 3% disseram que ela não foi nem positiva nem negativa, e 2% não responderam.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/bolsonaristas-homens-e-evangelicos-quem-apoia-decisao-de-trump-sobre-pcc-e-cv/

