O BTG Pactual informou à Comissão de Valores Mobiliários que ainda vai avaliar se participa de um eventual processo competitivo para comprar o Banco Digimais, instituição ligada a Edir Macedo. A manifestação ocorreu após a autarquia cobrar explicações sobre notícia de que o banco teria desistido do negócio. Com informações do Uol.
No comunicado, o BTG afirmou que a transação anunciada em abril dependia de condições que não se concretizaram. Segundo o banco, o aviso ao mercado de 8 de abril tratava da celebração de documentos com valor de referência e condições para a aquisição da totalidade das ações do Digimais.
O BTG disse que a conclusão da compra exigia primeiro o lançamento de um processo competitivo e, depois, a declaração de sua proposta como vencedora. A instituição afirmou que nenhuma dessas condições ocorreu até agora.
A resposta foi enviada depois de um ofício da CVM sobre reportagem do Estado de S.Paulo que informava a desistência do BTG. A autarquia determinou que, se a informação fosse verdadeira, o banco explicasse por que não tratou o tema como fato relevante e comentasse outros dados considerados importantes.

Bloqueio da PF e situação financeira do Digimais
O Banco Digimais teve R$ 670,3 milhões bloqueados em uma operação da Polícia Federal realizada na terça-feira. A instituição atua principalmente na concessão de crédito consignado.
Edir Macedo comprou e rebatizou o Digimais em 2020. A instituição tem origem no banco das Lojas Renner, do qual o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus era acionista desde 2009; em 2013, ele assumiu 49% do banco e passou sete anos buscando autorização do Banco Central para se tornar controlador.
A autorização saiu durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, entre 2019 e 2024. O Digimais afirma ter mais de 145 mil clientes e 150 colaboradores, com presença nos principais estados do país e maior concentração nas regiões Sul e Sudeste; emissões de CDBs e letras financeiras subordinadas aparecem como sua principal fonte de captação.
O Digimais registrou prejuízo de R$ 108,7 milhões no primeiro trimestre, após lucro líquido de R$ 31,3 milhões reportado em 2025 e prejuízo de R$ 10,8 milhões no segundo semestre do ano passado. Em nota, o banco disse colaborar com as apurações e reafirmou seu “compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-operacao-que-pode-evitar-que-o-banco-de-edir-macedo-tenha-o-mesmo-fim-do-master/

