Rayan e Endrick chegam à Copa do Mundo pela Seleção

Rayan e Endrick comemoram gol do Brasil contra o Panamá. Foto: reprodução

Rayan e Endrick chegaram juntos à Copa do Mundo com a Seleção Brasileira quatro anos depois de se enfrentarem na final da Copa do Brasil sub-17, quando ainda tinham 15 anos e já aceleravam etapas no futebol.

Os dois atacantes nasceram com apenas 13 dias de diferença e dividiram uma trajetória marcada por estreia precoce, transferência para a Europa e convocação para o Mundial aos 19 anos. Eles estão entre os brasileiros mais jovens a disputar uma Copa desde Ronaldo, em 1994.

A final sub-17 citada ocorreu em 26 de junho de 2022. O Palmeiras venceu o Vasco por 4 a 1 na ida, perdeu a volta por 4 a 2 e ficou com o título. Endrick marcou dois gols naquela decisão, e Rayan também balançou a rede pelo clube carioca.

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção, associou a presença dos jovens ao planejamento de longo prazo. “O futuro da seleção brasileira creio que é positivo, por isso assinei quatro anos de contrato”, brincou o treinador no início do ano.

Palmeiras, de Endrick, comemorando o título no estádio do Vasco, de Rayan, em 2022. Foto: reprodução

Rayan ganhou espaço após temporada no Bournemouth

Rayan entrou no radar da Seleção como novidade na Data Fifa de março, quando Ancelotti usou amistosos para observar jogadores que ainda não havia convocado. O atacante, que atua no Bournemouth, da Inglaterra, chegou após desempenho de cinco gols e duas assistências em 15 jogos.

Ancelotti escalou Rayan como titular contra a Escócia para substituir Raphinha e citou a capacidade do jogador de abrir o campo. “É um jogador potente, que tem qualidade e boa atitude em campo. Se apresentou muito bem em uma liga difícil, a Premier League. Pelo que ele está fazendo, merece estar aqui”, disse o técnico na época.

Fernando Diniz, técnico que trabalhou com Rayan no Vasco, aparece como figura importante na formação do atacante. O jogador afirmou que Diniz o ajudou na recomposição defensiva e na adaptação às pontas. “Diniz sempre vai ser um pai. Minha parte defensiva, foi um cara que me ajudou bastante também nessa parte. Se deixar me liga quase todo dia. Vou levar no coração, sempre me ajudou”, disse Rayan.

Diniz já havia elogiado publicamente o atacante em outubro do ano passado. “Considero ele talvez o atacante mais completo do futebol brasileiro”, afirmou. O técnico citou a capacidade de atuar pelos dois lados, como meia ou centroavante, e destacou força, velocidade, juventude e finalização.

Endrick buscou minutos no Lyon antes da convocação

Endrick também avançou rapidamente nas categorias de base. Ele chegou ao Palmeiras aos 11 anos, subiu para o sub-17 aos 14, para o sub-20 aos 15 e estreou no profissional aos 16, quando conquistou o Campeonato Brasileiro com Abel Ferreira e acertou venda ao Real Madrid.

Com pouco espaço no Real Madrid, Endrick aceitou sair por empréstimo para o Lyon, da França, depois de ouvir Ancelotti. “O conselho dele (Ancelotti) foi: ‘Saia, jogue, desenvolva o seu futebol onde você possa jogar e ser feliz’”, contou o atacante em sua chegada ao clube francês.

A passagem pelo Lyon rendeu oito gols, sete assistências e 21 jogos antes da convocação para o Mundial. De acordo com a pauta, o atacante também recebeu a informação de que voltará ao Real Madrid após a Copa.

Ancelotti explicou em março que Endrick mudou de função e ainda precisa ampliar a participação no jogo. “Eu o conheci como atacante central, agora está mais do lado. Está fazendo bem (o trabalho ofensivo), mas requer um trabalho mais defensivo”, disse o treinador.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/rayan-endrick-final-sub-17-copa-do-mundo-selecao/