Já está aberta, desde 13 de junho, a votação das 7 Novas Maravilhas de Portugal, iniciativa que busca reconhecer o legado arquitetônico espalhado pelo território luso. A escolha é feita em votações abertas, regionalizadas e divididas por temas, e posteriormente apresentada ao público em programas de TV. Um painel de especialistas e um conselho científico analisaram as candidaturas e selecionaram os finalistas.
Criada originalmente em 2007, a eleição de “maravilhas” portuguesas celebra os (quase) 20 anos da iniciativa e garante a entrada de mais lugares no roteiro de turistas que passam pelo país – e de investimentos do governo local, focados na preservação. Desta vez, a disputa começou com 147 candidatos ao título da edição em andamento, que terá sua seleção divulgada em setembro.
Conheça mais sobre como funciona o concurso.
A história das 7 Maravilhas Portuguesas
O projeto da eleição de monumentos representativos do país surgiu em 2007, na esteira de outra iniciativa semelhante em escala global: a eleição das “Novas 7 Maravilhas do Mundo”, anunciadas em 7 de julho daquele ano em uma celebração no Estádio da Luz, em Lisboa.
Embora a lista mundial não tenha incluído nenhuma edificação em terras portuguesas (as escolhidas foram Chichén Itzá, no México; o Coliseu, na Itália; o Cristo Redentor, no Brasil; a Grande Muralha da China; Machu Picchu, no Peru; as ruínas de Petra, na Jordânia; e o Taj Mahal, na Índia), o envolvimento do país no anúncio motivou a organização de uma seleção própria.
Na escolha de 2007, as maravilhas de Portugal foram as seguintes:
– O Castelo de Guimarães, no Minho. A edificação do século 10 é considerada o “berço” do país e o local de nascimento do primeiro rei português, Dom Afonso Henriques.
– O Castelo de Óbidos, em Estremadura. Parte essencial da reconquista cristã da região, liderada pelo próprio Afonso Henriques no século 12, a estrutura medieval foi essencial para a defesa do território luso.
– O Mosteiro da Batalha, do século 14, uma notória construção em estilo gótico manuelino que também é um Patrimônio Mundial pela Unesco.
– O Mosteiro de Alcobaça, ainda mais antigo (do século 12), também um Patrimônio da Humanidade e considerado o primeiro exemplar de arquitetura gótica no país.

– O Mosteiro dos Jerónimos, uma das estruturas mais famosas em todo o país, considerado o maior exemplar da arquitetura manuelina e também um Patrimônio da Humanidade
– A Torre de Belém, na margem direita do Tejo, em Lisboa. Erguida em 1520 com função inicialmente de defesa, virou um dos símbolos mais característicos do país e, pelo período em que surgiu, também passou a simbolizar o apogeu português durante as Grandes Navegações.
– O Palácio da Pena, do século 19, um dos exemplares mais exaltados do romantismo arquitetônico em Portugal.
O evento fez tanto sucesso que, nas duas décadas desde então, diferentes votações foram realizadas para escolher outras maravilhas do país em diversas áreas. Já foram eleitas as 7 Maravilhas da Natureza, da Cultura Popular, da Gastronomia, das Praias… Mas, em 2026, pela primeira vez desde a votação original, os portugueses voltam a ser convidados a escolher entre monumentos mesmo.
Como funciona a edição 2026

Os 147 candidatos foram apresentados com base em 7 eixos temáticos: arquitetura militar (castelos, fortalezas, torres), arquitetura religiosa (templos de todas as fés), obras de interesse histórico (o que inclui estátuas ou vestígios desde a ocupação romana, por exemplo), grandes obras de infraestrutura (pontes, viadutos, túneis…), arquitetura moderna do século 20 (do começo do século até os anos 1980) e arquitetura do “século 21” (que começa um pouco antes, abrangendo o período de 1985 em diante), além de outros patrimônios de interesse turístico.

Todos os candidatos podem ser consultados no site oficial, que também tem instruções sobre como funciona a votação. A eleição depois ocorre por etapas: de 13 de junho a 11 de julho, acontecem as semifinais regionais, com 21 candidatos por região do país; as finais regionais ocorrem na sequência, de 18 de julho a 29 de agosto. Ao fim desse processo, 49 escolhidos de todo o país avançam para a semifinal nacional, que ocorre ao vivo na TV em 5 de setembro.
O longo funil chega à Grande Final em 12 de setembro, quando os 21 monumentos “sobreviventes” passam a uma derradeira rodada de votação, também ao vivo, que vai definir as 7 Novas Maravilhas de Portugal.
Fonte: https://viagemeturismo.abril.com.br/mundo/votacao-vai-eleger-as-7-novas-maravilhas-de-portugal/

