O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a maior base digital entre os presidenciáveis monitorados, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera a mobilização nas redes sociais a três meses das eleições gerais. O levantamento da consultoria Bites, feito a pedido da CNN, analisou seguidores e tração nas principais plataformas.
Lula fechou junho com 38,9 milhões de seguidores, a maior audiência entre os nomes acompanhados. Flávio aparece em seguida, com 21 milhões, mas registrou o maior ganho absoluto no primeiro semestre: cerca de 5,6 milhões de novos seguidores, alta de 36%.
O presidente somou 1,8 milhão de seguidores no mesmo período, crescimento de 5%. A contagem considera Instagram, TikTok, Facebook, X e YouTube, reunindo as bases digitais dos pré-candidatos monitorados pela consultoria.
Entre os demais nomes, Romeu Zema (Novo) chegou a 6,2 milhões de seguidores, após ganho de 2,4 milhões e alta de 63,3%. Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 4,7 milhões, com acréscimo de 795 mil seguidores e crescimento de 20,1%, enquanto Renan Santos (Missão) saltou para 2,8 milhões, avanço proporcional de 430,7%.
Flávio liderou tração em 21 das 26 semanas analisadas
A vantagem de Flávio sobre Lula aparece no indicador de tração, usado pela Bites para medir a capacidade de gerar repercussão nas redes. O senador liderou 21 das 26 semanas analisadas entre janeiro e junho e só perdeu a ponta em cinco ocasiões.
Zema superou Flávio em três semanas, enquanto Lula ficou à frente em duas. O petista liderou no início de janeiro, durante a repercussão do veto ao chamado PL da Dosimetria, e voltou ao topo entre o fim de maio e o início de junho, quando publicou um vídeo em defesa da soberania brasileira.

Os maiores picos de Zema ocorreram em março e no fim de abril, períodos em que o governador mineiro intensificou críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com a série de publicações “Os Intocáveis”. Flávio tenta se consolidar como herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível e preso, enquanto busca reduzir divergências internas em torno de seu nome.
Especialistas alertam que seguidores e engajamento não equivalem a intenção de voto nem permitem prever resultado eleitoral. Para o advogado especialista em direito eleitoral Newton Lins, “Seguidores e engajamento mostram a capacidade de comunicação e mobilização dos candidatos, mas são apenas um dos indicadores da disputa eleitoral”.
O levantamento ainda registra desempenho mais discreto de Aldo Rebelo (DC), com 347 mil seguidores e crescimento de 31,2%. Augusto Cury, com 14,4 milhões, e Cabo Daciolo, com 2 milhões, passaram a ser monitorados pela Bites apenas após o lançamento das pré-candidaturas; o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 do mesmo mês.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/lula-maior-audiencia-flavio-bolsonaro-mobilizacao-redes/

