Como operou a força-tarefa jurídica de Trump para anular cartão vermelho de Balogun

Gianni Infantino e Donald Trump

Novos detalhes sobre a atuação da Casa Branca para reverter a suspensão do atacante Folarin Balogun mostram que a intervenção do governo Donald Trump foi muito além de um simples telefonema ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Segundo o jornalista americano Clay Travis, o presidente dos Estados Unidos, o secretário de Comércio Howard Lutnick e Andrew Giuliani, chefe da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo de 2026, montaram uma equipe de advogados de elite, recrutados fora do governo, para contestar oficialmente a expulsão do atacante da seleção americana.

Travis é escritoradvogado, analista e comentarista da Fox News. 

A estratégia jurídica se concentrou na forma como o cartão vermelho foi aplicado durante a partida. Os advogados argumentaram que o árbitro utilizou o replay em câmera lenta para revisar o lance, procedimento que, segundo a equipe de defesa, violaria as regras da Fifa sobre o uso do árbitro de vídeo (VAR).

Além da contestação formal, Trump informou pessoalmente a Infantino que o recurso havia sido protocolado e afirmou considerar excessiva a punição imposta ao atacante dos Estados Unidos.

De acordo com Travis, um comitê da Fifa analisou o recurso e concluiu que a expulsão havia sido aplicada de forma incorreta. Com base na autoridade prevista pela Regra 27 do Código Disciplinar da entidade, o órgão decidiu anular a suspensão, permitindo que Balogun atuasse normalmente nas oitavas de final da Copa do Mundo.

O bilionário americano Scott Goodwin

Um personagem pouco conhecido do grande público teve papel importante nos bastidores da ofensiva americana. Scott Goodwin, da gestora de investimentos Diameter Capital, foi “extremamente instrumental” nos esforços para reverter a punição aplicada ao atacante.

Goodwin foi um dos principais financiadores da contratação do técnico Mauricio Pochettino para comandar a seleção dos Estados Unidos, ao lado do bilionário Ken Griffin. Em um modelo diferente do adotado pela maioria das grandes potências do futebol, a federação americana depende de doações privadas para bancar parte de seus projetos, o que amplia a influência de empresários na tomada de decisões e no desenvolvimento do esporte no país.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-operou-a-forca-tarefa-juridica-de-trump-para-anular-cartao-vermelho-de-balogun/