Valdemar critica PF em ações do caso Banco Master

Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. Foto: Reprodução.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, criticou a Polícia Federal e disse que houve “muito exagero” nas operações contra os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA), ambos alvos da Compliance Zero, investigação sobre fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

Valdemar deu a declaração nesta quarta-feira (08), em entrevista coletiva após um encontro com frentes parlamentares. “Exageraram muito na história do Ciro. O Ciro é presidente de um grande partido. Eles podiam ter ouvido o Ciro sem fazer um carnaval. Quer saber outra coisa? No próprio Jaques Wagner. Ele é líder do governo. É um senador. Podiam ter chamado ele para depor”, afirmou.

A Compliance Zero apura suspeitas relacionadas ao Banco Master. A primeira fase da operação, em novembro do ano passado, levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.

O dirigente do PL também afirmou que Ciro não teria gostado da forma como o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, se posicionou sobre as acusações contra ele. O PP, comandado por Ciro, está entre as siglas que Valdemar tenta atrair para apoiar a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto. Foto: Estadão Conteúdo

Valdemar tenta aproximar PL de partidos do Centrão

Ao falar sobre alianças eleitorais, Valdemar disse acreditar na adesão de partidos do Centrão ao projeto de Flávio. “Todo esse pessoal vem com a gente. Eu não tenho dúvida disso. PP, União Brasil. Republicanos tem uma reunião hoje (8) à tarde, tem outra reunião hoje à tarde com Podemos. Esse pessoal vem todo com a gente”, declarou.

A PF mirou Ciro em maio deste ano. Segundo as investigações, o senador teria atuado em favor de Vorcaro em troca de vantagens indevidas, como uma mesada de R$ 300 mil, hospedagens no exterior e contas em restaurantes de luxo.

No mês passado, a operação mirou Jaques Wagner. A investigação aponta suspeita de que o líder do governo no Senado teria recebido um apartamento de luxo em Salvador como forma de propina. O nome dele já havia surgido no caso depois da revelação de que sua nora recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Banco Master.

No PL, a pré-candidatura de Flávio sofreu desgaste após a divulgação de sua ligação com Vorcaro. Mensagens reveladas pelo site Intercept Brasil indicaram que o senador cobrou dinheiro do banqueiro; Flávio afirmou que a verba seria usada como patrocínio ao filme “Dark Horse”, em homenagem a Bolsonaro.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/valdemar-pf-carnaval-ciro-jaques-wagner-banco-master/