Manaus aparece em ranking das melhores cidades para se viver no mundo

Capital amazonense aparece entre 173 cidades avaliadas pela Economist Intelligence Unit

Manaus ocupa a 134ª posição no ranking anual de qualidade de vida elaborado pela Economist Intelligence Unit (EIU), empresa ligada à revista britânica The Economist. A capital amazonense foi uma das três cidades brasileiras avaliadas no levantamento, que analisou 173 localidades em diferentes regiões do mundo.

Além de Manaus, o Brasil também teve o Rio de Janeiro e São Paulo incluídos na lista. A capital fluminense aparece na 108ª colocação, sete posições à frente de São Paulo.

O estudo considera fatores como saúde, cultura e meio ambiente, educação, infraestrutura e estabilidade. Inicialmente, o ranking foi desenvolvido para auxiliar empresas e departamentos de recursos humanos na definição de benefícios para funcionários enviados ao exterior.

Cidades do Golfo perdem atratividade para expatriados

Durante anos, cidades como Dubai foram consideradas destinos altamente atrativos para estrangeiros. A infraestrutura moderna, os grandes centros comerciais climatizados, as boas escolas, o clima seco e a baixa carga tributária estavam entre os principais atrativos.

No entanto, segundo a EIU, as cidades do Golfo registraram uma das maiores quedas na qualidade de vida neste ano. Os conflitos recentes no Oriente Médio afetaram a avaliação de estabilidade e reduziram a posição de algumas localidades.

Dubai caiu quatro posições e passou a ocupar o 79º lugar. Abu Dhabi também perdeu quatro posições e ficou na 76ª colocação.

Além disso, Mascate, capital de Omã, registrou a maior queda do ranking após ataques com drones iranianos, recuando 14 posições até o 123º lugar. Doha, no Catar, caiu sete posições e chegou ao 108º lugar.

Copenhague lidera ranking das melhores cidades para viver

Pelo segundo ano consecutivo, Copenhague, na Dinamarca, aparece como a cidade mais habitável do mundo, com 98 pontos.

Na sequência, Viena, na Áustria, ocupa o segundo lugar, com 97,1 pontos, enquanto Melbourne, na Austrália, aparece em terceiro, com 97 pontos.

Entre as dez primeiras colocadas também estão Sydney, Zurique, Genebra, Osaka, Adelaide, Vancouver e Tóquio.

Vancouver é a única cidade da América do Norte no grupo das dez melhores. Já Tóquio é a única megacidade presente no topo da lista, uma vez que grandes centros urbanos costumam perder pontos devido a problemas como trânsito intenso e criminalidade.

As dez melhores cidades para viver

Posição Cidade Pontuação
Copenhague (Dinamarca) 98
Viena (Áustria) 97,1
Melbourne (Austrália) 97
Sydney (Austrália) 96,6
Zurique (Suíça) 96,4
Genebra (Suíça) 96,1
Osaka (Japão) 96
Adelaide (Austrália) 95,9
Vancouver (Canadá) 95,8
10º Tóquio (Japão) 95,7

Conflitos deixam cidades do Oriente Médio entre as piores

Na outra ponta do ranking, Damasco, capital da Síria, permanece como a cidade com pior qualidade de vida. A localidade ocupa a última posição desde 2013, devido aos impactos provocados pela guerra.

Teerã, capital do Irã, também perdeu posições e entrou no grupo das dez cidades menos habitáveis. De acordo com a EIU, todas as maiores quedas registradas neste ano ocorreram no Oriente Médio.

As dez piores cidades para viver

Posição Cidade Pontuação
Damasco (Síria) 31,6
Trípoli (Líbia) 40,9
Daca (Bangladesh) 41,7
Karachi (Paquistão) 42,7
Argel (Argélia) 42,8
Lagos (Nigéria) 43,5
Porto Moresby (Papua Nova Guiné) 44,1
Kiev (Ucrânia) 44,5
Harare (Zimbábue) 44,7
10º Teerã (Irã) 45,3

China registra avanços em saúde, mas enfrenta desafios

A China foi o país que apresentou as maiores melhorias no levantamento deste ano. Segundo a EIU, todas as cidades chinesas avaliadas aumentaram suas notas no quesito saúde após investimentos públicos.

Entre os avanços estão a ampliação da cobertura médica e a expansão de unidades de atendimento próximas aos moradores. A meta do governo chinês é garantir que a população tenha acesso a serviços de saúde em até 15 minutos de caminhada.

Apesar dos avanços, o país ainda enfrenta dificuldades em outros critérios analisados pelo ranking, como questões ambientais, vigilância estatal e indicadores relacionados à democracia.

Embora tenha melhorado em alguns aspectos, a China ainda encontra obstáculos para atrair uma grande quantidade de estrangeiros que buscam ambientes com menor carga tributária e maior liberdade individual.

(*) Com informações da Folha de S.Paulo

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Fonte: https://emtempo.com.br/478811/amazonas/manaus-aparece-em-ranking-das-melhores-cidades-para-se-viver-no-mundo/