O pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu o nome do partido para o Senado pelo Rio de Janeiro. A vaga ficou para o atual senador Carlos Portinho, encerrando um vácuo aberto desde que o ex-governador Cláudio Castro, inelegível por conta de condenação no caso Ceperj e alvo de operações da Polícia Federal, desistiu oficialmente de viabilizar sua candidatura.
Nas últimas semanas, a disputa interna era entre Portinho e o deputado federal Carlos Jordy, nome da ala “raiz” do bolsonarismo. O fator decisivo foi a articulação dos prefeitos fluminenses, que fizeram um movimento explícito em favor de Portinho.
Para as lideranças da legenda, Jordy teria dificuldade de expandir a votação para além da base mais fiel do movimento.
Quem é Carlos Portinho
Portinho chegou ao Senado eleito como suplente em 2018, assumindo o mandato em 2020 após a morte do titular Arolde de Oliveira em função de complicações da covid-19.
Pouco conhecido do eleitorado fluminense, construiu relevância em Brasília e tornou-se líder do PL no Senado. O parlamentar tentava se posicionar para a reeleição desde o ano passado, mas o caminho só ficou desobstruído com a saída de Castro da corrida.
Antes de se tornar senador, Portinho havia sido secretário estadual de Meio Ambiente do Rio na gestão de Luiz Fernando Pezão, em 2014, e secretário municipal de Habitação da capital fluminense em 2017, durante a gestão do então prefeito Marcelo Crivella.
O advogado também ocupou o posto de vice-presidente jurídico do Flamengo entre 2001 e 2002.
Nome para a segunda vaga
Resolvida uma pendência, a direita e a extrema direita do Rio ainda têm outra definição. A segunda vaga ao Senado, ocupada pelo ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), entrou em xeque depois de sua prisão. Ele foi flagrado com um fuzil durante uma operação da PF que investigava lavagem de dinheiro por meio de postos de combustível.
Segundo a revista Veja, o vereador carioca Leniel Borel (PP) desponta como favorito para ocupar a vaga pela federação. “O futuro vai ser decidido com diálogo, serenidade e propósito, sem antecipar qualquer cenário. Essa decisão não depende de mim”, afirmou ele à revista.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/flavio-bolsonaro-senado-rj/

