A Federação Única dos Petroleiros, a FUP, criticou nesta quinta-feira (16) a nova rodada de tarifas anunciada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.
Segundo a entidade, a medida alcança cerca de quatro mil itens e afeta aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações do Brasil. A avaliação é de que o aumento das taxas pode prejudicar a indústria, reduzir a produção e colocar empregos em risco.
A coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, classificou a decisão como um ataque à soberania nacional. Para ela, as tarifas também podem desorganizar cadeias produtivas e atingir com maior força os setores industrial e energético.
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A entidade defende uma resposta firme do governo brasileiro, com medidas voltadas à proteção dos empregos, da produção nacional e da agregação de valor às riquezas produzidas no país.
A FUP também propõe a ampliação das relações comerciais com outros mercados e o fortalecimento do consumo interno, como forma de reduzir a dependência de decisões adotadas por Washington.
O especialista em óleo, gás e energia Deyvid Bacelar afirmou que os efeitos poderão ser sentidos diretamente por segmentos como os de máquinas, equipamentos e energia.
“Quem paga a conta é o trabalhador brasileiro, com menos produção, menos salário e desemprego”, declarou.
Segundo Bacelar, os investimentos realizados pelo setor produtivo ao longo de décadas precisam ser preservados. Ele também defendeu a diversificação dos parceiros comerciais do Brasil.
A diretora da FUP e do Sindipetro-NF, Bárbara Bezerra, afirmou que o episódio reforça a necessidade de uma política energética nacional mais robusta.
Para a dirigente, a Petrobras deve continuar ocupando papel estratégico no desenvolvimento econômico e na garantia da soberania energética do país.
A entidade sustenta ainda que a imposição das tarifas não encontra justificativa econômica diante do histórico das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/petroleiros-tarifaco-dos-eua/

