O advogado Willer Tomaz, operador do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entrou com uma ação na 44ª Vara Cível de São Paulo para cobrar da Blaze R$ 163 milhões em perdas com jogos online. Ele sustenta que sofre de vício em apostas e acusa a plataforma de não adotar medidas eficazes de jogo responsável, apesar do volume de dinheiro movimentado em sua conta.
Os documentos reunidos no processo apontam que Willer movimentou cerca de R$ 10 bilhões na Blaze em 2025, entre ganhos e perdas em jogos de cassino. No período, ele teria ganho R$ 4,8 bilhões e perdido R$ 4,963 bilhões, chegando ao saldo negativo de R$ 163 milhões.
O relatório anexado à ação registra depósitos de R$ 300 milhões e saques de R$ 137 milhões no ano. Em apostas esportivas, o advogado teve lucro de R$ 39 mil, enquanto a maior parte da movimentação ocorreu em jogos de cassino, como roleta.
Willer alcançou o nível 171 no programa de fidelidade da empresa e passou a receber atendimento VIP de um funcionário da casa de apostas pelo WhatsApp. Em conversas anexadas aos autos, ele reclamou da exigência de reconhecimento facial para sacar valores e pediu que o limite de retiradas subisse para R$ 500 mil por operação.
Ação cita laudo sobre ludopatia e pedido de bloqueio da conta
O ex-ministro Eugênio Aragão, sócio e advogado de Willer no processo, afirma que o padrão de apostas indicaria “jogo patológico em grau extremo”. A defesa apresentou um laudo do psiquiatra Diego Canelhas, assinado em julho, que informa que o advogado iniciava tratamento e relatava dificuldade para encerrar a conta na plataforma.
A defesa também juntou prints de conversas em que um perfil não identificado pede o bloqueio definitivo do acesso aos jogos e o fim de mensagens promocionais. As capturas não exibem a data dos diálogos nem identificam quem enviou as mensagens. Os autos também não apontam inscrição de Willer no sistema federal de autoexclusão, que impede usuários cadastrados de apostar e receber publicidade direcionada de operadoras legalizadas.
Em relatório que embasou uma operação da Polícia Federal em 4 de agosto, Willer foi descrito como um “verdadeiro hub financeiro, patrimonial e logístico” de investigados pela Máfia do INSS. Três dias antes da ação policial, ele protocolou o processo contra a Blaze. O advogado também ganhou atenção por sua proximidade com Flávio Bolsonaro, com quem viajou em 2025 e dividiu um voo de volta dos Estados Unidos ao Brasil em janeiro de 2026.
Willer atua no setor de apostas esportivas como beneficiário final da RioPag, empresa que recebeu do governo de Cláudio Castro (PL) exclusividade para intermediar pagamentos entre apostadores e bets licenciadas no Rio de Janeiro. Seu escritório também patrocinava a associação Aposta Legal até pelo menos o mês passado, enquanto ele mantinha a ação contra a Blaze.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/willer-tomaz-cobra-blaze-perdas-apostas/


