STF vê risco de impeachment de ministros em 2027

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Foto: Fellipe Sampaio/STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passaram a ver risco concreto de impeachment de integrantes da Corte já no primeiro semestre de 2027, diante da eleição de uma bancada de extrema-direita forte no Congresso, especialmente no Senado. Dois magistrados defendem a busca por interlocução com parlamentares mais “moderados” do PL para tentar conter iniciativas de afastamento, segundo a Folha de S.Paulo.

A nova composição do Senado terá ao menos 49 parlamentares favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo. A abertura de um processo exige 54 votos, e o presidente da Casa tem a prerrogativa de dar andamento ou não aos pedidos apresentados contra magistrados.

Integrantes do tribunal avaliam que a proximidade entre os dois números cria um ambiente de pressão para a Corte. A preocupação envolve não apenas eventuais processos de impeachment, mas também uma bancada anti-STF capaz de impulsionar projetos que limitem decisões individuais de ministros e facilitem a tramitação desses pedidos.

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, terá de lidar com esse cenário após enfrentar desgastes ligados à crise do Banco Master. Auxiliares de magistrados consideram que a tensão institucional deve permanecer, independentemente de Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro vencer a disputa presidencial.

Eleição da Mesa do Senado entra no radar do Supremo

Edifício do Supremo Tribunal Federal em Brasília
Edifício do Supremo Tribunal Federal em Brasília. Foto: Reprodução

Ministros apontam fevereiro de 2027 como um período decisivo, quando o novo Congresso iniciará os trabalhos e o Senado elegerá sua Mesa Diretora. A escolha do presidente da Casa influenciará diretamente o destino de pedidos de impeachment contra membros do STF.

O entorno de Alexandre de Moraes teme que a nova correlação de forças impeça o ministro de assumir a presidência do Supremo em setembro de 2027, quando ele deve suceder Fachin. A avaliação considera a possibilidade de o Senado avançar sobre pedidos de afastamento antes dessa data.

Interlocutores de Flávio Dino também o incluem entre os ministros mais expostos em um Congresso majoritariamente bolsonarista. Dino integra o grupo formado ainda por Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, que acompanha com preocupação a ofensiva parlamentar contra a Corte.

Esse grupo também calcula o impacto das próximas indicações ao Supremo. Luiz Fux se aposenta em 2028, Cármen Lúcia em 2029 e Gilmar Mendes em 2030, além da vaga aberta pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso; ministros temem que, em uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, pautas conservadoras sobre saúde, segurança pública e meio ambiente ganhem respaldo no tribunal.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/stf-ve-risco-de-impeachment-e-tenta-aproximacao-com-pl-moderado-entenda/