Abstenção cai a 19,22% no segundo turno das eleições

Passageiros aguardam ônibus da linha 9300-10 no Terminal Parque Dom Pedro 2º, no centro de São Paulo. Foto: Reprodução

A abstenção no segundo turno das eleições presidenciais caiu para 19,22% neste domingo (25), o menor índice para essa etapa da disputa desde 2006. Mais de 128,1 milhões de brasileiros votaram, e o comparecimento reuniu cerca de 3 milhões de pessoas que haviam faltado ao primeiro turno.

Com 99,98% das urnas apuradas, 30,4 milhões de eleitores deixaram de votar. No primeiro turno, a abstenção havia alcançado 21,08%, a maior taxa da série histórica para essa fase, o que representa uma redução de 1,86 ponto percentual na etapa decisiva.

Os votos nulos e em branco também recuaram. Eles somaram 3,24% no segundo turno, o menor percentual registrado nos dois turnos de eleições presidenciais neste século, ante 4,77% na primeira votação.

O presidente Lula (PT) conquistou o quarto mandato no Planalto com 51,78% dos votos válidos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu 48,22%; a disputa marcou a primeira virada entre primeiro e segundo turno em uma eleição presidencial.

Urna eletrônica – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Bahia, Pernambuco e São Paulo tiveram as maiores quedas

A Bahia registrou a maior redução de abstenção entre os estados: a taxa caiu de 19,9% para 16,7%, uma diferença de 3,2 pontos percentuais. Pernambuco ficou em seguida, com baixa de 18,1% para 15,9%; Lula venceu nos dois estados com 71,31% e 69,19% dos votos válidos, respectivamente.

Em São Paulo, a ausência passou de 22,5% para 19,8%, queda de 2,7 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro venceu no estado com 53,8% dos votos válidos. No conjunto do país, a abstenção caiu em 18 estados e aumentou em nove.

Amapá, Roraima e Acre destoaram da redução nacional. A abstenção subiu 8 pontos percentuais no Amapá, 6 pontos em Roraima e 5,6 pontos no Acre, as três maiores altas verificadas no segundo turno.

A votação ocorreu sob relatos de dificuldades no transporte público em municípios da Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro. Em Salvador, a Justiça Eleitoral determinou a prisão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza.

O PT pediu que o horário de votação fosse estendido das 17h para as 19h diante das restrições à circulação de eleitores. O PL fez solicitação semelhante em São Paulo, Paraná e Santa Catarina por causa das chuvas intensas, e os ministros Cristiano Zanin, do STF, e Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, ampliaram o prazo em todo o país. Parte das seções, porém, já havia encerrado as atividades quando saíram as decisões.

Mesmo nas cidades que enfrentaram problemas logísticos, os índices recuaram. Salvador passou de 27,3% de abstenção no primeiro turno para 26,8%; em Lauro de Freitas, a taxa caiu de 22,9% para 17,4%, e em Feira de Santana, de 17,2% para 12,9%. A cidade de São Paulo registrou 20,2%, ante 23,3%, enquanto o Rio de Janeiro reduziu o percentual de 26,1% para 23,1%.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/abstencao-cai-segundo-turno-eleicoes-2026/