Dino condena cena divulgada pela Fórum com homem negro acorrentado em ato de Flávio

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), condenou nesta segunda-feira (26) a presença de pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e episódios de violência durante as eleições.

A manifestação ocorre após a repercussão de imagens registradas pelo jornalista francês Raphaël Bernard e divugadas em primeira mão pela Revista Fórum. No registro, um homem branco segurando uma corrente junto a um homem negro durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro (PL), no Rio de Janeiro.

Em publicação no Instagram, Dino afirmou que a Constituição assegura o pluralismo político, mas também exige respeito entre os brasileiros.

“Pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e coações nunca mais devem fazer parte de um processo eleitoral”, escreveu o ministro, que classificou essas práticas como ilegais.

Embora não tenha mencionado diretamente a manifestação bolsonarista, a referência a pessoas acorrentadas coincide com o episódio registrado no sábado (24), na Barra da Tijuca.

O episódio também provocou reação do Ministério da Igualdade Racial, que classificou a situação como racista e encaminhou ofícios ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, solicitando providências para a apuração criminal.

Dino defende respeito à democracia

Na mesma publicação, o ministro recordou sua participação na campanha das Diretas Já, em 1984, e destacou a importância da continuidade das eleições no Brasil.

Dino também pediu que dirigentes políticos, trabalhadores, empresas, lideranças religiosas e veículos de comunicação contribuam para reduzir as tensões após o segundo turno.

O magistrado defendeu que os governantes eleitos priorizem políticas públicas destinadas à população de baixa renda e respeitem os limites estabelecidos pela Constituição.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/dino-cena-homem-negro-acorrentado/