
O presidente de Israel, Isaac Herzog, escolheu neste sábado (7) o líder oposicionista Gadi Eisenkot para tentar formar um novo governo, após ele reunir apoio parlamentar superior ao do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Ex-chefe das Forças de Defesa de Israel, Eisenkot se tornou o principal nome da oposição depois das eleições legislativas de 27 de outubro.
Eisenkot apresentou o respaldo de 67 parlamentares para receber a missão, enquanto Netanyahu obteve 46 apoios. Outros sete deputados se abstiveram. O resultado dependeu também do apoio de legendas árabes, que ampliaram sua bancada no pleito.
Nascido em 19 de maio de 1960, em Tiberíades, Eisenkot ingressou nas Forças de Defesa de Israel em 1978, na Brigada Golani. Ele construiu uma trajetória de mais de quatro décadas nas forças armadas antes de entrar formalmente na política.
O oposicionista comandou as Forças de Defesa de Israel entre 2015 e janeiro de 2019, quando ocupou o posto de 21º chefe do Estado-Maior Geral. Aviv Kohavi assumiu o comando militar após sua saída.
Carreira parlamentar e apoio dos partidos árabes
Eisenkot entrou no Knesset, o Parlamento israelense, em 2022, eleito pelo Partido da Unidade Nacional na 25ª legislatura. No Congresso, presidiu a Subcomissão de Doutrina de Segurança e Desenvolvimento de Força e integrou o Comitê de Relações Exteriores e Defesa.
Até 2024, ele também participou de subcomissões voltadas à segurança e à inteligência. Naquele ano, deixou o governo e retomou sua atuação como deputado de oposição, em meio ao desgaste político de Netanyahu.
A Lista Unida, principal partido árabe de Israel, anunciou na quinta-feira (5) que apoiaria Eisenkot. Em comunicado, a sigla afirmou que a decisão atendia à demanda popular de impedir o retorno de Netanyahu ao poder. O Ra’am, outro partido árabe-israelense, já havia declarado apoio ao oposicionista.
Os partidos árabes elegeram 19 deputados nas eleições de 27 de outubro, número recorde para sua bancada. Em Jerusalém, manifestantes também pediram um governo de unidade entre Netanyahu e Eisenkot, enquanto outros defenderam a participação árabe na futura coalizão.
Netanyahu perdeu força quando o Judaísmo Unido da Torá, aliado do premiê por três décadas, decidiu se abster. A divergência envolveu o serviço militar de estudantes de escolas religiosas e reduziu as chances de o atual primeiro-ministro receber a missão de formar o próximo gabinete.
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-e-gadi-eisenkot-formar-governo-israel/
