Brasil encerra a semana com mais 1.445 mortes por covid

São Paulo – O Brasil registrou hoje (29) mais 222 mortes e 29.976 novos casos de covid-19 no último período de 24 horas monitorado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (). Nos últimos sete dias, as mortes pela doença totalizam 1.445. O número segue em patamar elevado, apesar de representar queda de 6,5% na comparação com a . 

Também nesta sexta-feira, a média de óbitos nos últimos sete dias ficou em 206, menor marca desde 27 de junho. Em 14 dias, esse índice teve queda de 13,8%. Em comparação a 30 dias atrás, quando a média móvel estava em 266 óbitos, a redução chega a 22,5%.

No mesmo período, os novos casos somados chegam a 203.772, queda de 13,3% em relação à semana passada. Assim, a média móvel de casos ficou em 29.110, redução de 33,2% em 14 dias. Na comparação com o mês passado, a queda na média de casos é de 49,5%.

O total de casos seguramente é maior, já que os resultados positivos dos  (vendidos em farmácia) não entram nos índices oficiais se não forem confirmados por meio de outro teste RT-PCR. Caso contrário, ampliam a subnotificação. Ao todo, desde o início da , o Brasil tem 679.758 mortos pela covid oficialmente registrados e mais de 33,9 milhões de casos da doença.

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Números de casos e mortes por covid-19 desta sexta-feira no Brasil. Fonte: 

Testes em farmácia

De acordo com a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) o percentual de resultados positivos de covid-19 dos testes realizados nas farmácias brasileiras registrou, nos últimos sete dias de julho, o menor patamar em 12 semanas. Entre os dias 25 a 31, foram cerca de 62 mil atendimentos, dos quais 25% tiveram resultado positivo.

Apesar disso, ainda há brechas para subnotificação. Isso porque, em vez de obrigatoriamente realizar o teste de antígeno nas farmácias, a população tem a opção, desde março, de comprar o kit e aplicar a testagem em casa. Trata-se do mesmo teste de antígeno. Contudo, os resultados dos autotestes não entram em qualquer estatística oficial, a menos que seja confirmado através de uma nova avaliação, em farmácia ou unidade de saúde pública ou privada.

Estudo divulgado hoje pela Fundação Oswaldo Cruz () identificou maior risco de agravamento da covid-19 em pacientes em situação de pré-diabetes mellitus. Os pesquisadores da Fiocruz Bahia comparam os biomarcadores sanguíneos de pacientes com pré-diabetes e pacientes sem pré-diabetes durante a fase mais grave da infecção e três meses após a hospitalização.

Como resultado, eles notaram que pacientes pré-diabéticos necessitaram de maior tempo de hospitalização, com uma média de 15 dias, enquanto foi de 8 dias a média necessária para a recuperação dos pacientes sem pré-diabetes. Indivíduos pré-diabéticos que necessitaram de cuidados intensivos chegaram a 78% dos casos, em comparação com 56% dos pacientes sem pré-diabetes. Além disso, pré-diabéticos também apresentaram grau mais profundo de lesão pulmonar.

Fonte: www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2022/08/brasil-encerra-a-semana-com-mais-1-445-mortes-por-covid