Conselho da Petrobras discute política de preços nesta quarta-feira

Foto: Aline Massuca/Metrópoles

Atualmente, os valores são definidos pela diretoria da Petrobras com base na cotação internacional do petróleo e do câmbio

O Conselho de Administração da Petrobras se reúne, nesta quarta-feira (27/7), para discutir uma possível mudança na política de preços dos combustíveis. Atualmente, os valores são definidos de acordo com a cotação internacional do petróleo e do câmbio.

A proposta a ser discutida pelos conselheiros atribui ao próprio Conselho de Administração a responsabilidade de estabelecer a política de preços da estatal. Na organização atual, os reajustes são definidos pelo presidente, pelo diretor financeiro e pelo diretor logístico da Petrobras.

Em nota, o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, afirmou que a reunião se trata de “mais um oportunismo eleitoreiro” do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sua “equipe de bajuladores”.

“A menos de três meses para as eleições, o presidente da República se diz preocupado com as altas abusivas dos preços dos combustíveis praticadas ao longo de seu governo. Há anos, desde que foi implantada a política de preço de paridade de importação (PPI), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) alerta para o absurdo dessa prática”, afirmou a entidade, em nota.

Segundo a FUP, o valor da gasolina na refinaria subiu 155,8% e o diesel, 203,6% nos últimos anos. “Enquanto isso, o salário mínimo teve elevação de 21,8% no período, reforçando o empobrecimento da população brasileira”, acrescentou a federação.

A mudança na Política de Paridade Internacional (PPI) também é defendida por caminhoneiros ouvidos pelo Metrópoles, como o presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), Plínio Nestor Dias.

A pouco meses das eleições, a estatal tem sido pressionado pelo governo federal para promover reduções nos preços dos combustíveis.

No mês passado, Bolsonaro já havia mencionado a possibilidade de alterar a política de preços. “É uma empresa que é pública e privada, é as duas coisas. Então, eu não mando lá. Fizeram uma regulamentação própria no governo Temer para estancar a hemorragia da roubalheira dos governos Dilma e Lula. (…) Foi feito lá um acerto e o estatuto da Petrobras criou a tal Paridade de Preços Internacionais (PPI) que, no meu entender, já cumpriu o seu papel. É igual a um torniquete: você faz ali, mas, quando acaba a hemorragia, você tem que afrouxar”, iniciou Bolsonaro em entrevista à rádio Itatiaia.

O mandatário afirmou que não há justificativa para que os aumentos nos preços sejam repassados imediatamente ao consumidor brasileiro. “Apesar do estatuto da Petrobras falar em PPI, a periodicidade do mesmo é um ano. Então, não precisa subir imediatamente.”

Fonte: metropoles.com

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