Consumo de energia tem o 2º maior aumento do ano

O consumo de energia registrou aumento de 2,85% em agosto – segunda maior alta do ano, atrás apenas dos 4,97% registrados em fevereiro. É o que aponta o Índice Comerc, que desde 2015 avalia o consumo de energia de 11 principais setores da economia.

Segundo o levantamento, o resultado positivo de agosto foi influenciado, principalmente, pelo setor de Siderurgia e Metalurgia, que registrou alta de 5,42% no consumo, seguido pelos setores de Embalagens e Comércio & Varejista, com altas de 4,79% e 4,41%, respectivamente. Na comparação com o mês de julho, o consumo de agosto é o mais alto registrado pelos três setores ao longo de 2021.

Na segmentação por estados, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, o Espírito Santo registrou a maior alta no consumo de energia em agosto (10%), impulsionado pelos setores de extração de minerais metálicos e de serviços. Na sequência aparecem Maranhão e Bahia, ambos com alta de 7% no consumo de energia, impulsionados pelos setores de serviços (MA), e de químicos e extração de minerais metálicos (BA).

Quanto ao mercado dos clientes da Equatorial Maranhão, houve crescimento de 1,9% em agosto de 2021 quando comparado a julho do mesmo ano.  De acordo com a empresa, tal crescimento está associado principalmente ao comportamento climático com temperaturas elevadas, ao retorno das aulas presenciais em quase toda totalidade do estado e à evolução gradual das atividades do comércio. “Ainda, quando comparamos agosto de 2021 com o mesmo mês do ano passado, observamos um crescimento de 5,8% também impulsionado pelas razões já apontadas”.

O aquecimento da atividade econômica coincide com o avanço da vacinação e, consequentemente, com a flexibilização das medidas restritivas em todos os estados. Para Marcelo Ávila, Vice-presidente do Grupo Comerc, permanecem as previsões positivas para o segundo semestre. “Observamos que muitos setores já retornaram aos níveis de consumo de energia no período pré-pandemia. E mesmo aqueles que registraram desaceleração nos últimos meses se mantiveram dentro da média histórica. Com a proximidade de datas importantes, como Dia das Crianças, Black Friday e festas de fim de ano, mantemos a previsão de consumo em alta para o período”.

A retomada ainda ocorre no mesmo momento em que o país registra a pior estiagem dos últimos 91 anos, o que reduz a geração de energia nas hidrelétricas e impacta diretamente nas tarifas do mercado cativo.

De acordo com a Equatorial Maranhão, os dados de consumo do estado acompanhados pela empresa dizem respeito apenas aos clientes dos mercados cativo e livre conectados diretamente à sua rede de distribuição, ficando de fora empresas como Vale e Alumar que estão diretamente conectadas à Rede Básica.

Período do ano possibilita aumento do consumoDevido ao clima tropical, o Maranhão apresenta apenas duas estações: a chuvosa, que vai do início ao meio do ano, e a seca que vai de meados de julho até dezembro. Algumas regiões do estado acabam sentindo mais esse calor intenso, e esses períodos mais quentes são fortes agravantes para o aumento no consumo de energia, pois os aparelhos acabam consumindo mais para alcançar o mesmo desempenho comparado a outros períodos.

Equipamentos como ar condicionado, ventilador, geladeira na temperatura máxima, são grandes vilões quando se fala de consumo de energia elétrica, o que afeta tanto o bolso do consumidor quanto o meio ambiente.

De acordo com os dados da Equatorial Maranhão, o mês de julho de 2021 apontou crescimento 3,4% em relação ao consumo total de energia registrado em julho de 2020 no estado. Sendo que desse número geral, a classe residencial representa 43%, e vem apresentando aumento do consumo médio desde meados de 2020.

Para o economista e professor universitário, Eduardo Amendola Camara, algumas atitudes ajudam a economia da conta de luz. “Para alcançar uma redução ou mesmo a manutenção dos valores pagos em sua conta de luz as famílias podem buscar aumentar o uso da luz natural em casa, desligar eletrodomésticos em stand-by, ou mesmo ajustar a temperatura de equipamentos com maior consumo de energia, como chuveiro elétrico, geladeira ou aparelhos de ar-condicionado. Na prática, algumas medidas como limpar filtros de aparelhos de ar-condicionado e observar a manutenção da vedação da borracha da geladeira podem exigir algum trabalho, ou custo adicional, mas poderão gerar redução efetiva da conta e aumento da vida útil destes equipamentos”, disse. “A Equatorial Maranhão segue incentivando os clientes a economizarem energia elétrica e fornecendo informações e dicas importantes para isso. Uma orientação para evitar consumo excessivo de energia elétrica é na hora da compra de equipamentos e eletrodomésticos. Sempre opte por aparelhos mais eficientes. Para a identificação desses aparelhos, é necessário visualizar o Selo Procel, que possui classificação de A até G – sendo A os mais eficientes e G os menos eficientes”, informou a empresa.

Confira  dicas de consumo consciente• Evite deixar a geladeira próxima de fogão, micro-ondas e forno, pois ela tende a fazer um esforço maior para manter a temperatura quando fica muito perto e exposta a fontes de calor. Além disso, é importante também ficar atento ao tempo e frequência da abertura da porta da geladeira;

• Verifique se há fuga de corrente em alguma tomada de sua casa. É importante contratar um profissional para fazer uma revisão nas instalações elétricas internas para identificar se está tudo correto e assim evitar desperdício de energia e aumento de consumo, pois a fuga pode ocorrer que não tenha equipamentos ligados na tomada.

• Jamais deixe equipamentos ligados quando não estiver ninguém utilizando. Isso é desperdício;

• Deixe acumular a maior quantidade de roupa possível para utilizar a máquina de lavar. Ligue o equipamento o mínimo possível e obedeça a carga máxima de roupa por lavagem para não forçar a lavadora;

• Ligue o ferro de passar apenas uma vez e passe a maior quantidade de roupas possível. Nada de ligar o ferro todo dia para passar uma peça.

Fonte: oimparcial.com.br/cidades/2021/09/consumo-de-energia-tem-segundo-maior-aumento-do-ano