Instalação de câmeras em ‘Praça dos Gatos’ dão resultados

Criada em 2017 através do Grupo da Praça, pequena organização que hoje consta com 60 voluntários, ela abriga gatos que foram abandonados e os fornece um lar longe dos perigos da rua. Mesmo com a segurança de uma estadia fixa, os pequenos animais sofriam muitos atentados contra suas vidas o que levou o grupo a tomar medidas.

Desde o dia 3 de agosto, câmeras interligadas diretamente com a Secretaria de Segurança Pública funcionam na Praça dos Gatos para vigiar os animais e descobrir tanto quem os abandona quanto quem entra no local para maltratá-los. Localizado na Avenida dos Africanos, próximo ao retorno do Bacanga, o local concentra dezenas de felinos abandonados, que sobrevivem graças a ajuda de protetores e voluntários, mas que ficam sujeitos a doenças, maus tratos e ao ataque de vândalos. Além disso, a aglomeração traz riscos à saúde de humanos e outros animais, além de poluir a praça.

José Nogueira Filho, 53 anos, é um dos voluntários da praça e conta que foi uma luta grande para a instalação dos aparelhos. O voluntário afirma que este ano muitos animais da praça estavam sendo mortos, o que gerou uma mobilização. Após a instalação dos serviços de segurança os maus tratos acabaram e facilitou o acesso para descobrir quem deixa os animais lá. “Abandonar um animal é crime, então a gente quer saber quem são os criminosos…foi uma conquista de muitos anos de luta…porque o que a gente quer, se Deus permitir, é acabar com aquilo”, diz Nogueira.

A praça tinha pelo menos 200 gatos, mas já chegou a ter o impressionante número de 800 felinos para cuidar. Hoje em dia a quantidade reduziu significativamente, mas já houve muitas perdas das vidas inocentes, algo que as câmeras estão ajudando a combater.

O crime de maus-tratos a animais consta no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais 9.605/98 e a pena previa de três meses a um ano de reclusão, além de multa. A Lei 1.095/2019, sancionada no último dia 29 de setembro de 2020, aumenta a punição para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. A legislação abrange animais silvestres e domésticos.

A lei prevê, inclusive, prisão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda, àqueles que cometerem tal prática. Até então, a pena era apenas a detenção de três meses a um ano, além de multa.

Fonte: oimparcial.com.br/noticias/2021/08/instalacao-de-cameras-em-praca-dos-gatos-dao-resultados