Conversas virtuais: Polícia Civil alerta sobre os perigos dos encontros marcados com crianças e adolescentes pela internet

Conversas virtuais: Polícia Civil alerta sobre os perigos dos encontros marcados com crianças e adolescentes pela internet

Nos últimos anos, e com o avanço da tecnologia ao alcance de todos, a internet vem fazendo parte da rotina dos brasileiros. As relações virtuais se fortaleceram, nos últimos dois anos, com o período da pandemia e o isolamento social. Rever amigos, reuniões on-lines, compras e aulas no meio digital estão cada vez mais frequentes. Com a praticidade de apenas um clique, as pessoas se tornam mais adeptas ao mundo digital. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, demonstra que 82,7 % dos domicílios brasileiros têm acesso à internet. Com o avanço destes números, a Polícia Civil do Ceará (PC-CE) alerta sobre o uso da Internet e redes sociais por crianças e adolescentes.

Nos últimos dias, as Forças de Segurança do Estado do Ceará se depararam, em menos de uma semana, com dois casos em que duas adolescentes, de 13 e 16 anos, que combinaram por meio das redes sociais, encontros com homens que estavam em estado diferente dos seus. Em ambos os casos, as jovens percorreram milhares de quilômetros – uma saiu do Distrito Federal e outra do Paraná – para encontrar com homens no Ceará, com quem mantiveram, inicialmente, contato virtual. Com isso, a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e Adolescente (Dececa), unidade especializada da PC-CE, destaca as iniciativas e atitudes que devem ser tomadas por pais, parentes e pessoas próximas a esse público, que de alguma maneira, é potencialmente mais fácil de ser enganado por “predadores onlines”.

A diretora do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV) da PC-CE, delegada Arlete Silveira, explica que abordar essa temática do uso da internet é fundamental, principalmente no anseio familiar, alertando e prevenido crianças e adolescente para possíveis crimes que porventura possa se concretizar. “Os pais ou responsáveis por essa possível vítima, criança ou adolescente, acham que essa pessoa estando ali, lado a lado, ao seu alcance visual, não pode se tornar uma presa fácil para quem usa a internet para atrair suas vítimas. A internet é a porta de entrada para um novo mundo, que, se não monitorado rigorosamente pelos responsáveis, pode ser um caminho sem volta”, comenta a diretora.

O jovem, antes de completar a sua maior idade, vive em processo de adaptação, amadurecimento, desenvolvimento e descobertas e, atualmente, usa a internet para conhecer novas pessoas, e, é nesse mundo virtual, onde existem pessoas que se escondem atrás de perfis falsos para chamar atenção e atrair vítimas. A delegada Arlete Silveira fala ainda que é necessário que haja um diálogo familiar constante, uma vez que as vítimas ainda não têm o discernimento do perigo e desdobramento que é, por exemplo, ficar ou estar longe de seus familiares por muito tempo.

“Quando essa pessoa, menina ou menino, recebe uma proposta de conhecer alguém que só se falou virtualmente, e de fato nem sabe quem essa pessoa seja, ele não tem entendimento que ali ela pode está colocando sua vida em risco. Os aliciadores usam várias táticas para atrair essa criança. Eles estão presentes em jogos eletrônicos, onde há um bate papo; nos perfis falsos de aplicativos de relacionamentos, onde usam fotos e nomes falsos, mentem a idade, tudo isso para atrair a confiança da vítima. Então monitore, pergunte, dê limites e prazos de navegações, perguntem e estejam inseridos nas atividades virtuais com seus filhos”, finalizou a delegada.

1 – Mantenha um diálogo constante com as crianças e adolescentes;

2- Explique e indique quais portais ele (a) poderá navegar;

3- Destaque os perigos que é compartilhar fotos e vídeos pessoais, assim como dar seu endereço e falar sobre sua rotina;

4- Restrinja alguns acessos e delimite horários;

5- Monitore de perto o acesso;

6- Instale filtro e bloqueador de sites.

Em caso de crimes que violam a segurança da criança e do adolescente e infrinja a saúde física e psicológica, os responsáveis podem comparecer presencialmente na Delegacia de Combate a Exploração da Criança e Adolescente (Dececa), que fica localizado na Rua Soares Bulcão, s/n – São Gerardo, Fortaleza- Ce – 60320-180.

Já nos municípios da Região Metropolitana de Fortaleza ou interior do Estado, os casos podem ser registrados em qualquer delegacia da Polícia Civil.

Em caso de denúncias, os contatos podem ser realizados pelo número (85)3101-2044, ou ainda para o número 181 o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).O sigilo e o anonimato são garantidos.

Fonte sobre dados do IBGE

 

Fonte: www.ceara.gov.br/2021/11/17/conversas-virtuais-policia-civil-alerta-sobre-os-perigos-dos-encontros-marcados-com-criancas-e-adolescentes-pela-internet