Evangélicos reclamam por demora na sabatina de Mendonça e criticam Ciro Nogueira

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Silas Malafaia e Marco Feliciano estão reclamando da demora para o Senado Federal sabatinar André Mendonça. Para eles, cabe a lideranças evangélicas validarem a indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF). “Não fomos nós, líderes evangélicos, que pedimos ao presidente alguém para o STF. Antes das eleições, o presidente empenhou a palavra, decisão dele”, disse Silas Malafaia.

Ele chama o caso de “safadeza” de Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado. Também culpa Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil, e Fernando Bezerra, líder do governo no Senado:

“Queria aproveitar e mandar uma mensagem também para o ministro Ciro Nogueira e para o líder do governo, Fernando Bezerra, que ninguém vai enganar a comunidade evangélica. E que não adianta jogo debaixo dos panos para botar alguém de interesses porque não vai dar certo”.

Com discurso parecido, Marco Feliciano diz que sabe de “acordo” para não aprovar o ex-ministro da Justiça. “Tem algo muito estranho acontecendo, pessoal. Nada se fala publicamente, mas nos corredores do Poder, que têm ouvidos e vozes, eu soube que já há uma espécie de acordo para não aceitarem o nome do doutor André Mendonça. Eu tomei conhecimento que já existe, inclusive, um outro nome no páreo”, afirma.

Feliciano ainda reclama que estão tentando fazer evangélicos de “palhaços”.

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Malafaia defende Mendonça porque quer ser vice de Bolsonaro em 2022

Silas Malafaia quer ser vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022 e já até fez promessa sedutora: “100% dos evangélicos”, conforme apurou o DCM. Ele já começa a articular para o posto e conversa com aliados. Ele e Feliciano ameaçaram recentemente romper com o governo por conta da possibilidade de legalização dos “jogos de azar”. O caso de Mendonça se soma ao climão entre as lideranças evangélicas e o Planalto.

Malafaia, entretanto, mudou de comportamento. A ideia parece ser atacar os inimigos do governo.

Diário do Centro do Mundo