“Tropa de choque” de Bolsonaro na CPI já recebeu R$ 660 milhões do govern

A defesa da política genocida de Jair Bolsonaro em meio à pandemia na CPI da Covid, no Senado, tem saído caro para os cofres públicos.

Levantamento divulgado pela revista Crusoé revela que Bolsonaro já desembolsou R$ 660 milhões em emendas para os sete senadores que fazem sua defesa e tumultuam as sessões da comissão propagando ideias estapafúrdias defendidas pelo presidente e convocando “especialistas” em medicamentos sem eficácia comprovada para a Covid-19 – como os médicos Ricardo Ariel Zimerman e Francisco Eduardo Cardoso Alves, que depõem nesta sexta-feira (18).

Segundo a reportagem de Patrik Camporez, os repasses aumentam à medida que Bolsonaro se vê acuado pela comissão. Um sexto do total dos recursos foi liberado a partir da última semana de abril, quando a CPI iniciou seus trabalhos.

O “pagamento” se dá a partir da liberação de emendas individuais e de bancada, principalmente por meio dos ministérios do Turismo, da Agricultura, da Infraestrutura e do Desenvolvimento Regional.

Alvo de investigação por corrupção em obras do Rio São Francisco, o líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), foi responsável por direcionar R$ 153,8 milhões em repasses.

Presidente do PP e um dos primeiros parlamentares do centrão a embarcar no bolsonarismo, Ciro Nogueira (PP-PI) vem em seguida, comandando R$ 135 milhões dos repasses feitos à tropa de choque.

Luiz Carlos Heinze (PP-RS), que protagoniza os embates em defesa da cloroquina, recebeu R$ 27,9 milhões em emendas e R$ 138 milhões em “outros recursos”, segundo a revista.

Defensor contumaz do clã Bolsonaro na comissão, Marcos Rogério (DEM-RO) obteve um total de R$ 127 milhões em emendas da bancada e individuais.

Revista Fórum – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado