Preço das carnes aumenta 30,8% em um ano – Hora do Povo

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Em meio ao caos político e econômico instaurado pelo governo Bolsonaro, a inflação oficial do país em agosto foi a maior dos últimos 21 anos, disparando 0,87%, e contribuindo para uma taxa de 9,68% em 12 meses. Produtos que fazem parte do dia-a-dia dos brasileiros, contudo, acompanham o ritmo descontrolado com os preços subindo muito acima da média do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

O preço das carnes, do arroz e do feijão estão, basicamente, impedindo os brasileiros de fazer uma refeição básica. Nos últimos 12 meses até agosto, a variação de preços das carnes foi de 30,8%, enquanto tem se tornado cada vez mais recorrente manchetes de jornais mostrando filas de pessoas aguardando para receber restos e ossos em açougues.

A variação do preço do arroz de setembro do ano passado até agosto deste ano foi de de 32,7%; do feijão, de 19,1% a 44,32% – a depender do tipo.

A inflação está descontrolada com o aval do governo, que assiste a economia ruir enquanto protagoniza um verdadeiro circo de ataques à democracia e às instituições. Recentemente, Bolsonaro ironizou quem não consegue comprar feijão chamando de “idiotas”.

“Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Aí tem um idiota: ‘Ah, tem que comprar é feijão’”, disse a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

Outro elemento essencial para a cozinha de milhões de famílias é o botijão de gás, que subiu 31,7% na média nacional em 12 meses. Como resultado, recentemente uma família do interior de Goiás sofreu queimaduras graves ao usar álcool para cozinhar. A substituição foi feita porque a família não tinha dinheiro para comprar um botijão de gás, que em algumas cidades já chega a custar R$ 110.

Variação produtos em 12 meses por percentual de aumento:

Repolho: 75,7%;

Óleo de soja: 67,7% ;

Pimentão: 59,5%;

Pepino: 59,3%;

Abobrinha: 58,4%;

Mandioca (aipim): 41,6%;

Feijão fradinho: 40,3%;

Gasolina: 39,1%;

Músculo: 38,9%;

Açúcar refinado: 37,7%;

Patinho: 36,1%;

Cupim: 35,5%;

Diesel: 35,4%;

Filé-mignon: 35,3%;

Lagarto comum: 34,3%;

Laranja-lima: 33,4%;

Costela: 33,3%;

Arroz: 32,7%;

Gás de botijão: 31,7%;

Tomate: 31,4%;

Alcatra: 29,8%;

Frango em pedaços: 25%;

Energia elétrica residencial: 21,1%.

Fonte: horadopovo.com.br/preco-das-carnes-aumenta-308-em-um-ano