Os desafios da segunda temporada de “Cien días para enamorarnos”

Créditos: Divulgação/Netflix

Assim como muitas produções, a novela “Cien días para enamorarnos” seguia bem com sua exibição diária no horário nobre da Telemundo, quando fomos acometidos por esta devastadora pandemia da Covid-19. As gravações já estavam avançando para metade da trama, quando precisaram ser interrompidas em razão do isolamento social e até o lockdown em alguns países.

Na noite da exibição do 57° episódio, que coincidia com o dia em que Plutarco (Érick Elias) e Constanza (Ilse Salas) completaram 50 dias do acordo firmado desde o início da série, ao final do capítulo, os protagonistas sairiam dos seus personagens para uma mensagem de conscientização e um pedido especial para que sua audiência permanecesse em casa e evitasse a propagação do vírus. Com máscaras e fazendo uso de álcool em gel, encerram o vídeo prometendo retomar em breve as gravações para o desfecho da tão esperada história.

O que seria uma novela com seu curso natural, tornou-se uma série em duas temporadas. Em apenas 35 episódios da segunda temporada, os autores enfrentaram o desafio de encerrar as histórias que já estavam em andamento no decorrer da primeira temporada e as que acabavam de começar.

A segunda temporada chegou ao serviço de streaming quase que de surpresa. Sem grandes divulgações, trailers ou publicidades, a parte final da trama chegou à plataforma da Netflix em Fevereiro de 2021. Para alegria de quem aguardava ansiosamente o desfecho da história e por quais mudanças e adaptações o roteiro passaria.

Alguns personagens, não voltaram a aparecer na reta final da história. Com apenas algumas lembranças do passado, alguns são mencionados no decorrer dos episódios.

Da mesma forma em que algumas histórias vinham ganhando força na primeira temporada, como a história de Aurora, interpretada por Sofia Lama, a segunda esposa de Luiz se torna a melhor amiga de Jimena (Sylvia Saéns), sem nenhum destaque sobre o rumo que sua vida tomaria após descobrir a traição do marido e como seria sua vida nos Estados Unidos ao lado de seu filho.

Outro destaque para as gravações durante a pandemia, é que os beijos não são reais. Em muitas cenas os personagens nem se quer estão no mesmo ambiente. Com os protocolos mais rígidos, a produção optou pelo uso de chroma key. Em algumas situações as atuações se mostram cada vez mais perto da realidade, mas em outros casos o uso da tecnologia não favorece a atuação e nem a fotografia.

O acordo de 100 dias firmado pelos protagonistas, é o grande destaque da segunda parte desta história. Remédios (Mariana Treviño) e Emiliano (David Chocarro) permanecem tentando resolver o seu passado conturbado para que possam assumir realmente o que sentem. Alex (Macarena García Romero), também tem sua história destacada após lutar pela sua nova identidade.

Um ponto curioso também a tratar é a reviravolta na vida de Luis (Héctor Suárez Gomis). O péssimo marido, se torna um influenciador digital para auxiliar outros homens a serem bons pais. O malandro consegue criar uma boa relação com seus filhos e ajudar outras pessoas com sua experiência.

Créditos: Telemundo

Mesmo com todas as restrições e complexidade do momento em que estamos enfrentando, não sejamos tão rígidos e nem exigentes com as séries que tiveram que passar por este turbilhão chamado Covid-19. Apesar de tantos desafios, podemos desfrutar de momentos emocionantes, engraçados e boas reflexões. Boa Série!

Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, com conhecimento em assessoria de imprensa. Apaixonada pela cultura mexicana, ama teatro, livros e shows. Curiosa e antenada no meio artístico e na dramaturgia.

Fonte: acessocultural.com.br/2021/05/os-desafios-da-segunda-temporada-de-cien-dias-para-enamorarnos