Conass defende a continuidade do uso obrigatório de máscaras – Hora do Povo

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou uma nota pedindo para que os gestores mantenham o uso de máscara obrigatório como combate ao Covid-19. O comunicado assinado por Carlos Lula, presidente do conselho, diz que o momento ainda exige cautela e prudência.

A nota do Conass foi divulgada após notícias sobre iniciativas que pretendem relativizar o uso obrigatório de máscara, como é o caso da Prefeitura de Duque de Caxias (RJ), que publicou um decreto na terça-feira (5) desobrigando o uso de máscaras no município.

“A vacinação da população, a testagem e o consequente monitoramento dos casos detectados e de seus contatos, somam-se ao uso de máscaras, à lavagem frequente das mãos e a utilização de álcool em gel como medidas indispensáveis para a superação da pandemia”, aponta trecho da nota do Conass.A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) recomenda manter as medidas contra Covid-19 até que 80% da população esteja vacinada. Segundo dados divulgados ontem pelo consórcio de imprensa do qual o UOL faz parte, no total, 97.212.008 habitantes receberam a segunda dose ou a dose única de imunizante contra a doença, o que representa 45,57% da população do país.

Segundo o Conass, é preciso estar atento às experiências de alguns países que suspenderam a obrigatoriedade do uso de máscara, afrouxaram as medidas de prevenção e tiveram recrudescimento do número de casos e óbitos, o que os obrigou a retroceder.

Em níveis diferentes, Estados Unidos, Israel, Itália, Grécia, Nova Zelândia e Reino Unido, por exemplo, registraram alta no número de casos semanas após a desobrigação do uso do item de proteção.

“O momento ainda exige cautela e prudência. Outros interesses que não os da proteção da população não podem se sobrepor à salvaguarda de nosso mais importante patrimônio: a vida e a saúde de todos os brasileiros”, acrescentou o Conass.A OMS (Organização Mundial da Saúde) reforça a importância de se manter a utilização das máscaras. “As vacinas salvam vidas, mas, por si só, não são suficientes. Precisamos continuar a ‘fazer tudo’, especialmente quando a maioria das pessoas na sociedade não está vacinada e a covid-19 está disseminada.”Os imunizantes disponíveis atualmente atuam principalmente para diminuir as chances de óbito e casos graves da doença, mas não impedem por completo a transmissão caso a pessoa contraia o vírus. Além disso, as variantes têm se mostrando mais velozes na proliferação do vírus.

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